Os efeitos da obesidade na saúde pública
Enviada em 28/10/2018
A obesidade tem se constituído um grande problema de saúde pública, haja vista que ela está associada a diversos agravos de saúde com alta morbimortalidade como as doenças cardiovasculares e a depressão. Nesse contexto, deve-se analisar como os hábitos alimentares e o sedentarismo provocam tal problemática.
Em primeira análise, os hábitos alimentares são a principal causa de obesidade, na medida em que seguem um padrão de escolhas mal feitas dos alimentos e com grande dificuldade para aderir a mudanças. Isso ocorre devido ao grande poder apelativo midiático das indústrias de alimentos processados com alto teor calórico. Tal fato é evidenciado no documentário “Muito Além do Peso”, o qual mostra o drama das famílias brasileiras diante do poder persuasivo da propaganda desses alimentos hipercalóricos e deletérios para a saúde. Por conseguinte, as pessoas são fortemente incitadas a consumir tais alimentos e acumulam peso corporal em excesso.
Ademais, outro grande vilão do excesso de peso corporal é o sedentarismo, visto que a falta de atividade física faz parte do cotidiano de quase metade da população brasileira, como mostram dados de uma pesquisa (VIGITEL) divulgada pelo Ministério da Saúde. Isso decorre, em grande parte, da falta de tempo gerada pela perspectiva hipercapitalista da sociedade economicamente ativa, a qual destina quase que a totalidade do seu tempo diário para a produção no trabalho, não sobrando tempo e nem disposição para a prática de exercícios físicos. Como consequência, as pessoas se tornam cada vez mais sedentárias e com maior risco de desenvolverem obesidade e comorbidades que, além do prejuízo à saúde, culminam em altos custos financeiros para si mesmas e para o sistema público.
Torna-se evidente, portanto, que os maus hábitos alimentares e o sedentarismo precisam ser combatidos. Para isso, o Ministério da Saúde deve estimular a adoção de uma alimentação mais saudável, implementando a obrigatoriedade de mensagens de advertência nas propagandas dos produtos alimentícios de alto teor calórico, assim como já é feito com o cigarro. Tal medida visa a estimular melhores escolhas. Além disso, as empresas públicas e privadas devem estimular a prática de exercícios físicos, destinando parte da carga horária semanal de trabalho dos seus colaboradores para a prática de exercícios, com o fito de proporcionar um estilo de vida mais ativo, mais saudável e até mais produtivo. Dessa forma a obesidade deixará de ser um drama na saúde pública do país.