Os efeitos da obesidade na saúde pública
Enviada em 29/10/2018
O ser humano é tudo aquilo que a educação faz dele”. A frase de Immanuel Kant, filósofo do século XVIII, apesar de histórica, reflete na atualidade brasileira. Aprofundada nas ações efêmeras devido às novas tecnologias, a percepção com a alimentação e vida saudável é substituída pela rapidez de um fast-food, enfatizando os resquícios históricos populares sobre a “lei do menor esforço” e progredindo para uma nação obesa.
Em primeiro lugar, é importante analisar que, segundo o ministério da saúde, mais de 18% da população chegou à obesidade até 2016, tendo aumentado 60% nos últimos dez anos. Isso se deve, além dos fatores genéticos, aos fatores culturais e econômicos que ressignificam o panorama brasileiro, como o avanço tecnológico e a praticidade de pedir refeições por apenas um “clique”, a exemplo do aplicativo iFood, que disponibiliza refeições prontas, podendo ter algumas entregues em até trinta minutos.
Essa facilidade, entretanto, aproxima o ser humano de uma vida mais sedentária. Como aponta o IBGE, em 2012, cerca de 6% da população infantil não pratica atividades físicas, sendo 20% da população jovem, de 10 a 19 anos, encontra-se acima do peso. Isso leva ao entendimento de que o processo de renovação cultural do Brasil, além de imediatista, está pautado na busca do menor esforço, presente desde a era neolítica e reforçada com os avanços do homem.
Analogamente, como afirma Zigmunt Bauman, “o que se consome, o que se compra, são apenas sedativos morais que tranquilizam seus escrúpulos éticos”, hoje, os sedativos morais encontram-se nos falsos avanços tecnológicos, que facilitam a vida do homem e o tranquilizam das preocupações como a movimentação e a saúde. Dessa forma, o governo, sendo representado pelo Ministério da Saúde, deve promover em ambientes diversos como hospitais e em reuniões escolares, o guia alimentar para a população brasileira, disponível também online, que contém diversas dicas e sugestões para uma boa alimentação; além disso, promover “semanas da atividade física”, periodicamente nas escolas, de modo a apresentar esportes diferenciados e a importância da prática para incentivar a nova geração a se descaracterizar desta identidade cultural pautada na despreocupação com o peso e, principalmente, com a saúde.