Os efeitos da obesidade na saúde pública
Enviada em 29/10/2018
A Constituição Federal de 1988 garante a todo cidadão o direito à moradia, dignidade humana, assistência e à saúde. O crescimento do número de pessoas obesas no Brasil nos faz refletir acerca de suas consequências para os indivíduos em nossa sociedade. Isso se evidencia não somente por problemas na saúde, mas também no que tange o psicológico.
Em primeira análise, podemos apontar uma diminuição da qualidade de vida do cidadão por conta da saúde debilitada. Com o aumento da gordura corporal, há uma elevação do colesterol LDL, que gruda nas paredes dos vasos sanguíneos, ocasionando doenças, como a hipertensão, e acidentes vasculares. Logo, esse indivíduo vive constantemente com riscos na saúde, limitando suas atividades e tendo que viver constantemente em alerta.
Além disso, o obeso passa por intensa pressão psicológica por toda parte. Émile Durkheim explica o conceito de fato social como o conjunto de ações e modo de ser e viver impostos pela sociedade, e quem não se adéqua, sofre grande coerção. Sendo assim, o obeso, por não estar nos padrões exigidos, é repreendido e excluído, abrindo caminho para o aparecimento de doenças psicológicas, como a depressão e a ansiedade, piorando ainda mais o quadro.
A fim de solucionar esse impasse, é necessária a mobilização de certos agentes implicados em diminuir as consequências da obesidade em nossa sociedade. Portanto, o Ministério da Saúde, com a ajuda da clínica da família, deve ampliar a assistência à população com um atenção mais intimista, fazendo atendimentos periódicos a fim de identificar esse paciente obeso para melhor acompanhamento, encaminhando para endocrinologistas e psicólogos, na tentativa do cuidado do corpo e da mente. Espera-se, com isso, a queda do número de pessoas obesas e, desse modo, a diminuição de seus efeitos.