Os efeitos da obesidade na saúde pública
Enviada em 29/10/2018
É possível afirmar que a obesidade está ente os principais desafios enfrentados por diversos países, inclusive o Brasil. Essa doença que possui diversas origens, como fatores hormonais, psicológicos e genéticos, apresenta como um dos principais contribuintes as empresas de fast-food lançadas pelo capitalismo, a partir de 1970. Entretanto, a doença ganhou destaque apenas na atualidade, já que se tornou um grave problema de saúde pública, seja por facilitar o aparecimento de outras enfermidades, seja por demandar grandes gastos governamentais.
Em primeiro lugar, é preciso considerar que o número de obesos cresce em larga escala entre os brasileiros, atingindo cerca de 10% dos adultos, segundo dados divulgados pela Organização Mundial da Saúde. Aliado a isso, o que torna o cenário ainda mais grave são as inúmeras outras complicações que acompanham a obesidade, como diabetes, pressão alta e problemas cardíacos. Portanto, essas doenças comprometem a realização de atividades diárias básicas e a participação plena dos obesos no corpo social.
Em segundo lugar, com tais desdobramentos, os custos com a obesidade correspondem a 5% das despesas totais do Sistema Único de Saúde, de acordo com pesquisas realizadas pelo jornal O Globo. Esse valor é muito significativo para um país subdesenvolvido que possui a balança comercial comprometida, como é a situação do Brasil. Desse modo, é preciso que medidas sejam realizadas para a reversão do quadro, evitando que as contas públicas se tornem insustentáveis e o capital seja remanejado para outras áreas.
Diante dos fatos supracitados, é preciso que o Ministério da Saúde, alerte a população sobre os riscos da doença e incentivem a alimentação correta, disponibilizando, nos PSF’s, atendimento nutricional de qualidade, para que o usuário do SUS consiga fazer um acompanhamento e evitar atingir até mesmo a faixa do sobrepeso. Além disso, é importante também que esse Ministério forneça dietas equilibradas e os alimentos correspondentes à creches e escolas, por meio da arrecadação de impostos pela Receita Federal, com o objetivo de reeducar a alimentação ainda na infância e evitar futuros gastos com a obesidade. Assim, espera-se que, em um curto período, os brasileiros adotem modelos saudáveis de vida.
em parceria com os programas televisivos, alertem a população sobre os riscos da obesidade e incentivem a alimentação correta, através da veiculação em propagandas de dicas de especialistas