Os efeitos da obesidade na saúde pública
Enviada em 30/10/2018
No filme “Wall-E” há cenas que retratam humanos ociosos, obesos, consumidores de alimentos perniciosos e sedentários, já que os robôs executam todas as tarefas que antes os homens faziam. Todavia, não só a tecnologia, mas também o tempo reduzido para preparar refeições saudáveis propiciam uma alimentação irregular da população brasileira que, por sua vez, ocasionam a obesidade. Portanto, o rápido preparo de produtos industrializados, bem como sua intensa disseminação na mídia têm sido causas primordiais para que a questão do sobrepeso seja um caso de saúde pública.
Desde os anos 1950 e 1960, nos Estados Unidos, a “Pop Art” era um meio publicitário que incitava as pessoas à consumir excessivamente os produtos comercializados e ultra processados. Similarmente, no Brasil, as propagandas das redes de “fast food” têm esse mesmo objetivo, de vender alimentos de alto nível calórico. Além disso, a ascensão da classe média aumentou a quantidade de consumo das “comidas trash” - devido à maior renda e poder de compra e por não ter tempo suficiente para cozinhar -, pois estas já estão prontas para ingerir.
Consequentemente, os obesos têm mais propensão a desenvolver doenças, visto que, geralmente, são os mais sedentários. Hipertensão, diabetes tipo 2, doenças cardiovasculares, além de problemas físicos como artrose e de distúrbios psicológicos, como baixa autoestima e depressão, resultam do peso acima do ideal - de acordo com o cálculo do Índice de Massa Corporal (IMC) que relaciona peso e altura - e de uma alimentação desregulada. Desse modo, o sistema de saúde pública fica sobrecarregado com a quantidade de brasileiros com esses tipos de enfermidades e, por isso, precisa estar preparado para gerir com tal problemática.
Diante dos fatos supracitados, uma alimentação inadequada proveniente da grande divulgação de produtos industrializados, assim como seu preparo quase que instantâneo têm propiciado a obesidade na sociedade canarinha. Sendo assim, o Ministério da Saúde deve criar programas de ajuda nutricional gratuita por intermédio de palestras sobre consumo alimentar saudável; de atendimento à população com centros nutricionais espalhados pela cidade para que haja uma acessibilidade maior na hora de obter informações sobre como se reeducar na alimentação. Ademais, as Secretarias de Esporte devem proporcionar a prática de atividades físicas, como corridas, caminhadas, danças, jogos e brincadeiras por meio de projetos sociais nas comunidades que visem mais saúde da população a fim de que esta possa ser sadia e ativa.