Os efeitos da obesidade na saúde pública
Enviada em 30/10/2018
Nos primórdios da presença humana, as dificuldades com a aquisição e estoque de alimentos permitiram com que a natureza dotasse o corpo dos indivíduos de um mecanismo para armazenamento de energia, essa adquirida com a ingestão de mantimentos com elevado percentual de calorias. Entretanto, mesmo com facilitadores para alcance da alimentação, os seres permanecem com o desejo de um consumo exacerbado, fator agravante para o excesso de peso. Dessa forma, pode-se ratificar que a obesidade é prejudicial, visto que além de trazer malefícios para a higidez física da população, permite também o aparecimento de problemas psicológicos.
Primeiramente, deve-se salientar que o acesso às condições vitais é direito de todos. Segundo o médico brasileiro Drauzio Varella, o alimento ingerido muito diz acerca daquilo que irá torna-se em um futuro próximo. Nesse ínterim, sua afirmação expressa a necessidade de atenção às práticas alimentares não nutritivas dos brasileiros, muitas vezes impulsionadas pela falta de tempo ou preferência pessoal, posto que os tornam vulneráveis às doenças cardiovasculares, hipertensão ou levar à diabetes. Portanto, caso não haja o combate à obesidade, os cidadãos enfrentarão a denegrida situação de saúde corporal.
Além disso, é preciso inferir que 30% das pessoas que procuram um tratamento para emagrecimento apresentam quadro de depressão, de acordo com pesquisas realizadas pela USP. Sob essa ótica, fica clara a relação entre os efeitos causados pelo excesso de tecido adiposo e a sanidade mental dos seres humanos, uma vez que esse contribui para o sentimento de inferioridade e a exclusão do obeso em seu meio social, o que representa características predominantes dos casos de distúrbios ligados às aparências físicas. Consequentemente, com a persistência do tema em questão, os habitantes encontrarão desafios emocionais.
Diante dos argumentos supracitados, é evidente que a obesidade é um impasse na saúde pública. Desse modo, o Ministério da Educação, por meio das escolas, deve inserir programas incentivadores para o esporte, promovendo olimpíadas no currículo estudantil e demonstrando o poder da prática de exercícios, para que os alunos comecem desde cedo a eficiência dos gastos de calorias devidas e assim, seja possível o processo de emagrecimento supervisionado, culminando na minimização de enfermidades ligadas a esse mal. Ademais é papel do mesmo órgão, por meio do ambiente escolar, oferecer palestras realizadas por psicólogos que apoiem aqueles que sintam-se fragilizados pela sua aparência, com intuito de disponibilizar uma conversação motivacional que contribua com a inserção desses no convívio social e então, a problemática psíquica seja minorada.