Os efeitos da obesidade na saúde pública
Enviada em 30/10/2018
É dever do cidadão ético, empático e democrático discutir sobre o grave dilema relativo à obesidade e à saúde pública, em virtude de essa discursão colaborar para combater tamanho conflito, bem como para promover a harmonia social. Nessa concepção, convém analisar que tal adversidade decorre, especialmente, da cultura do “fast-food” e ao estilo de vida sedentário por parte da população movidos pela globalização.
A princípio, nota-se a influência da inserção da cultura “fast-food” propiciada pelo capitalismo ao contribuir para essa problemática. Consoante a essa realidade, destaca-se s liquidez presente na vida agitada e competitiva dos cidadãos, tal como apregoa o ilustre filosofo Bauman e ainda as dificuldades no acesso a alimentação de qualidade favorecem a mudança de hábitos movidos pela correria cotidiana. Nesse sentido, a substituição das delicias preparadas por Bertoleza nas neoquitandas veio atrelada a prejuízos nocivos à saúde dos cidadãos.
Somado a esse viés, faz-se necessária a reflexão da persistência do estilo de vida sedentário, resultante, em especial, da globalização e da facilidade de conexão entre a população. É oportuno evidenciar as doenças em consequência do sobrepeso como a hipertensão, diabetes, depressão, e quando muito extremo a morte. É oportuno evidenciar os 35% de casos de obesos serem ocasionados pelo sedentarismo, em consonância com o G1. Desse modo, tamanha incoerência social, lança luz ao fato de ser este o país do atraso e da injúria, ao destinar “tristes fins” para novos “Policarpos Quaresmas”, vítimas da obesidade.
Face a esse dilema, mostra-se imprescindível, portanto, que o Ministério da Saúde em parceria com as empresas de “fast-food” elaborem cardápios com alternativas saudáveis, no intuito de dar opções de escolha ao público para que, assim, minimizem as dificuldades de acesso a uma boa alimentação. Outrossim, é plausível que as mídias televisivas devem exibir propagandas e telenovelas com médicos informando e alertando sobre os perigos e consequências advindas do sedentarismo com o propósito de o Brasil não ser um utópico país destinado à terra viva e deslumbrante de Policarpo Quaresma e desses Policarpos contemporâneos, brasileiros que lutam arduamente pela sobrevivência e por um Brasil igualitário e substantivamente democrático