Os efeitos da obesidade na saúde pública
Enviada em 31/10/2018
A obesidade se caracteriza pelo acumulo de gordura em excesso no corpo, na maioria dos casos por uma ingestão calórica superior a consumida em suas atividades cotidianas. Alguns fatores de risco aumenta a chance de desenvolver a doença, como por exemplo: o tabagismo, sedentarismos, má alimentação. Desse modo, o alto índice de gordura corporal além de causar doenças está associado a hábitos ruins, mostrando o grande perigo dessa condição e sobrecarregando o sistema de saúde uma vez que, a pessoa obesa por consequência tem impactos negativos em vários sistemas fisiológico, exigindo uma equipe multidisciplinar implicando um alto custo no seu tratamento.
É importante pontuar a princípio, que a adiposidade possui várias doenças associadas como hipertensão, diabetes, úlceras gástricas, colesterol e cancro. Como resultado, o paciente precisa ser tratado por uma equipe multiprofissional, que exerce uma pressão no Sistema Único de Saúde, por exigir um grupo de diferentes profissionais, equipamentos e estruturas mínimas para recebe-los. Segundo a folha de São Paulo existem relatos em que pacientes obesos tiveram uma negativa de atendimento porque os aparelhos de tomografia e radiologia possuíam um limite de peso.
Outro desafio enfrentado pela saúde pública é a escassez de recursos, o tratamento de um obeso gera um alto custo para o SUS, por pedir uma atualização de equipamentos e ser necessário mais profissionais para o tratamento (nutricionistas, fisioterapeutas, psicólogos e diferentes especialidades médicas), o que acaba onerando ainda mais os cofres da saúde. Dessa maneira, as filas de espera para o tratamento só aumentam, se solicitada no SUS, uma cirurgia bariátrica pode levar 3 a 4 anos para ocorrer, de acordo com os dados do próprio sistema.
Destarte, para que a obesidade não sobrecarregue a saúde pública e onere seus cofres, é preciso que o Ministério da Saúde, em parceira com o SUS, e grandes convénios médicos, promova grande campanha de prevenção, por meio de palestras nas escolas e centro da comunidade, posto de saúde e hospitais, afim de promover uma maior capacitação da equipe e alertar a população sobre os perigosos e as graves consequências da obesidade, para gerar uma economia e diminuir a espera por tratamento. Em adição, as escolas devem desenvolver programas de alimentação saudável, mostrando a importante do consumo consciente de calorias e fazer que os alunos exportem tal hábito para fora do espaço escolar, para que essa boa prática alcance toda família e amigos. Somente assim, corrigindo falhas construir-se a um país saudável.