Os efeitos da obesidade na saúde pública
Enviada em 01/11/2018
No filme, “comer, amar e rezar”, a personagem Julia Roberts viaja para Bali, Itália e Índia, com a finalidade de desfrutar seus três maiores prazeres, um deles comer. Entretanto, em contraste com a valorização da comida pela protagonista, hoje, não apenas a refeição regular, mas também a prática de atividades físicas perderam sua relevância para parcela da sociedade. Essa realidade contemporânea é fruto do estilo de vida acelerado, o qual colabora para o aumento de casos de obesidade no Brasil.
Antes de tudo, é digna a menção que a sociedade enaltece o prazer imediato. Diante disso, o comportamento inadequado da população relativo às práticas saudáveis ocasiona a obesidade. Isso se deve ao ritmo acelerado do cotidiano, no qual as pessoas optam por refeições mais acessíveis e rápidas de serem feitas, desconsiderando o fato de possuírem muitas calorias e não disporem de valor nutricional adequado. Além disso, as propagandas desses alimentos estão mais chamativas e elaboradas, um claro exemplo são os famosos “fast-food”, não apenas atraindo consumidores para essas comidas, mas também aumentando as taxas de adiposidade no país.
Somada a essa ideia, verifica-se que além dos aspectos da má alimentação, muitas pessoas não possuem o hábito de praticar algum exercício físico ou atividades como a caminhada: segundo uma pesquisa divulgada pelo Instituto de Pesquisa Econômica e Aplicada (Ipea) somente um em cada cinco brasileiros. Ademais, a ausência dessas atividades físicas somada com a alimentação irregular gera excesso de peso, cuja consequência principal é o desenvolvimento de doenças como hipertensão e diabetes, patologias graves que seriam evitadas com um estilo de vida mais saudável. Logo, é imprescindível a atuação estatal e social para que tais obstáculos sejam superados.
Diante desses impasses, é urgente que o Congresso Nacional, mediante o aumento de percentual de investimentos - o qual será proporcionado por uma alteração na Lei de Diretrizes Orçamentárias-, amplie o setor educacional, por meio de palestras nas escolas ministradas por especialistas na área (como nutricionistas e professores de educação física), com vistas nos efeitos positivos de uma boa alimentação e no desempenho em exercícios físicos. Dessa forma, pode-se-á diminuir, gradativamente, os casos de obesidade no Brasil.