Os efeitos da obesidade na saúde pública

Enviada em 03/11/2018

Desde a consolidação do capitalismo no século XVI e a ampliação das jornadas de trabalho no Brasil, o ser humano vem se distanciando dos cuidados com o corpo. Tal fato tem contribuído negativamente para o crescente número de cidadãos obesos, afetando consequentemente as instituições públicas de saúde que precisam atendê-los, pela alta demanda e também a falta de exercício físico, muitas vezes, por vergonha. Desse modo, é fundamental analisar os fatores que provocam e os efeitos da problemática em questão. Em primeiro lugar, nota-se o comportamento inadequado da população relativo às práticas saudáveis. A começar pela alimentação gordurosa; se por um lado os produtos estão cada vez mais acessíveis, fáceis de serem feitos, por outro encontram-se menos nutritivos e mais calóricos. Aliado a isso, os “mini rótulos” estão sendo, muitas vezes, esquecidos pelos consumidores. É fundamental pontuar, ainda, que os maus hábitos da população na alimentação contribuem para impasses na saúde pública. Prova disso, está nos crescentes casos de hipertensão e diabetes, em crianças, adolescentes e adultos. Segundo a Organização Mundial de Saúde, a tamanha demanda de pacientes tem provocado a diminuição de equipamentos como medidores de pressão, devido ao uso constante. De outra parte, além de não se preocupar com esses aspectos, uma pesquisa divulgada pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) comprova que apenas um a cada cinco brasileiros pratica exercícios físicos e atividades como caminhadas. Sendo a causa disso, muitas vezes, a vergonha por estar acima do peso, pensando no que as outras pessoas irão pensar. Ademais, os centros públicos encontram-se cada vez mais lotados, isso porque muitos indivíduos acabam adquirindo doenças psicológicas por estarem acima do peso e sofrerem preconceitos. Fica claro, portanto, a necessidade de combater os alarmantes casos de adiposes no país. Para isso, cabe ao Ministério da Educação juntamente com o terceiro setor – composto por associações que buscam se organizar para conseguir melhorias na sociedade – promover campanhas e palestras educativas nos mais variados locais, principalmente em escolas, incentivando uma boa alimentação e enfatizando os efeitos positivos dos exercícios e atividades físicas. Em consonância, é preciso que o governo invista na criação e reestruturação de centros esportivos estimulando pessoas a buscarem tais ações. Some-se ainda uma maior fiscalização por parte de Associações responsáveis por regularizar produtos, a fim de regulamentar as informações e a visibilidade de embalagens. Por fim, como a filosofia nos mostra com Platão: “O importante não é apenas viver, mas viver bem”.