Os efeitos da obesidade na saúde pública
Enviada em 05/02/2019
A obesidade atinge grande parte da população mundial e gera diversas consequências negativas aos indivíduos, mas, com educação e políticas públicas para sua redução, é possível torná-la menos preocupante. Justificá-la como resultante da modernidade e, assim, admiti-la como inevitável constitui grande equívoco.
Sabe-se que, um indivíduo obeso é mais propenso a males como diabetes e hipertensão e, normalmente, tem dificuldades de executar algumas ações que lhe exijam maior agilidade. Pode ter também desgastes ósseos e musculares mais facilmente e menor disposição para atividades físicas e laborais. Por essas e por outras consequências da obesidade, diversos governos já procuram reeducar suas populações para alimentar-se corretamente e exercitar-se. No Brasil, pesquisa recente detectou o crescimento da obesidade até mesmo entre os xavantes e indicou haver 60% dos brasileiros vítimas do problema. Nos EUA, 37% dos enfermos com doenças cardiovasculares são obesos.
Além disso, muitas pessoas atribuem a obesidade à existência dos “fast-foods”, à conturbação das grandes cidades e ao excesso de trabalho, que nos impossibilitariam ter alimentação saudável e praticar exercícios. No entanto, se essas fossem as suas reais causas, não teria havido uma população predominantemente obesa e sedentária no Brasil dos séculos XVIII e XIX, pacato e praticamente sem focos da indústria alimentícia; não haveria hoje tantas pessoas ociosas e obesas em pequenas cidades interioranas. Entre as causas da obesidade, estão principalmente fatores hormonais e metabólicos, ingestão de alimentos excessivamente calóricos e sedentarismo. Muitas vezes, por inconsequência, nada se faz para evitar esses males, mas é inegável que há o que empreender para reduzir o problema em questão e que a obesidade não é um inevitável mal da modernidade.
Portanto, entre as ações a pôr em prática contra a obesidade, devem os governos subsidiar programas e campanhas educativas, com o apoio de escolas, mídias e centros de saúde para sua divulgação. Somado a isso, esses centros precisam conceder orientações de saúde preventiva contra o mal em foco, e as gestões municipais têm de disponibilizar aos indivíduos espaços em que possam exercitar-se, além de educadores físicos que os orientem e estimulem.