Os efeitos da obesidade na saúde pública

Enviada em 28/08/2019

No século XIX, o mundo vivenciou transformações profundas causadas pelo advento da Segunda Revolução Industrial. As modernizações afetaram diversos aspectos da sociedade. Entretanto, a influência das novidades fez com que, progressivamente, as pessoas dependessem mais dos produtos industrializados. Hodiernamente, a saúde dos brasileiros é diretamente afetada pelos seus hábitos alimentares e o sedentarismo, resultando em um surto de obesidade.

Sabe-se que as pessoas geralmente possuem uma vida corrida e agitada, sem tempo para preparar refeições caseiras. Desinente disso, a comida pronta e embalada surgiu como uma alternativa. Todavia, em 2015, a Organização Pan-americana de Saúde divulgou relatório que mostra que o aumento do consumo desses alimentos tem levado ao crescimento do índice de massa corporal (IMC). Sendo assim, a comodidade que eles trazem tem um alto preço, pois os aditivos químicos que recebem geram um organismo com baixo desempenho e inclinado a obesidade.

Além de ter uma alimentação incapaz de fornecer a nutrição o que o corpo precisa, a falta de atividades físicas também é um dos principais fatores para o acréscimo de peso dos brasileiros. Segundo dados da Organização Mundial da Saúde, doenças relacionadas ao sedentarismo matam 300 mil pessoas por ano, somente no Brasil. Logo, as facilidades que a modernização propõe produzem indivíduos adaptados a uma vida sem movimentação. Que, por sua vez, acarreta um corpo fadado a indisposição e incapaz de queimar a gordura acumulada.

Portanto, não se trata apenas de uma questão de saúde pública, mas também de priorização de hábitos benéficos a vida humana. Diante disso, é dever do Ministério da Saúde impulsionar campanhas sociais, por meio da mídia, que eduquem a população acerca da má alimentação e incentive os brasileiros a praticar atividades físicas. Espera-se com isso, que o progresso desde às revoluções industriais também implique numa melhoria da vitalidade coletiva.