Os efeitos da obesidade na saúde pública
Enviada em 24/02/2019
Segundo a constituição federal de 1988, no seu artigo 196, é dever do estado garantir o acesso à saúde, bem como é responsável pelas medidas públicas para zelar pelo bem estar físico de todos cidadãos. Assim, faz-se necessário que o poder público atente-se para a obesidade enquanto situação que põe em risco a saúde de milhares de brasileiros.
Cabe pontuar, em primeiro plano, que a imprudência alimentar e o sedentarismo, está entre as causas do problema. De acordo com o instituto brasileiro de geografia e estatística (IBGE), 90% dos brasileiros não se alimentam de forma saudável, nesse contexto, vê-se a necessidade de uma reeducação alimentar e práticas de exercícios físicos. Ademais, o sistema único de saúde (SUS), caracteriza-se por não apresentar medidas preventivas, acompanhamento e tratamento periódico de pessoas com obesidade.
Por conseguinte, presencia-se uma série de resultados da obesidade na saúde dos brasileiros. Consoante ao ministério da saúde, os casos de obesidade entre a população aumentou em 60%, em decorrência agrava casos de diabetes e hipertensão, e conforme o endocrinologista Cezar Penna, afeta diretamente a fertilidade podendo também gerar perca de memória.
Em decorrência disso, é mister que o poder público exerça medidas para amenizar o quadro atual. Para tal, é necessário que o poder legislativo, por meio de um projeto, exija que todos os alimentos tenham rótulos frontais e termos mais compreensíveis, com o fito de alertar o consumidor sobre o produto que está comprando. Ademais, o ministério da educação deve incluir, no currículo escolar, uma matéria que promova debates e reflexões sobre as consequências da obesidade, e também deve promover a capacitação dos professores para tais debates. Assim, a longo prazo, cidadãos conscientes serão responsáveis pela erradicação da obesidade.