Os efeitos da obesidade na saúde pública
Enviada em 24/02/2019
Anterior a explosão da modernização e do exponencial consumo, durante os anos 2000 era comum visualizar jovens praticando atividades desportivas informais. Entretanto, pela influência atual dos meios tecnológicos sedentarizando a vida do individuo, além de sua má alimentação baseada comumente em fast foods, estes fatores proporcionam o surgimento de doenças crônicas e potencializam a elevação dos índices de obesidade no Brasil tendo como consequência, então, impactos na saúde pública.
De acordo com uma pesquisa feita pela FESP em 2018, 15% da população brasileira encontrava-se em situação de obesidade. Uma das justificativas para esse dado é a alimentação brasileira pobre em nutrientes essenciais, porém rica em açucares e sódio, em conjunto com a irrisória prática de atividades físicas, pois de acordo com o PNUD de 2017, 70% da população brasileira é adepta ao sedentarismo ocasionando cenários de enfermidades crônicas agravando o âmbito de tratamento da saúde pública.
Segundo a OMS, o Brasil gasta apenas 3,6% do seu PIB em saúde pública para os cidadãos da pátria, dessa forma ao tratar-se de patologias causadas pela obesidade crescente no país onde a hipertensão e a diabetes atingem respectivamente 22% e 5,6% da população brasileira de acordo com o Ministério da Saúde em 2015 denota que aumento das taxas de lipomatose no país intensificam o advento destas doenças crônicas e consequentemente, a necessidade do Estado gastar mais com o tratamento destas e outras doenças tendo como causas, normalmente, a obesidade.
Portanto, pelos evidentes fatores no qual a obesidade impacta a área de saúde pública brasileira, faz-se necessário a união do Ministério da Saúde com o da Educação para a formulação de políticas públicas de educação alimentar a partir de palestras educativas sobre os males da má alimentação, inserção obrigatória de nutricionistas e nutrólogos nas escolas para a criação de dietas saudáveis para jovens brasileiros. Além disto, governadores e prefeitos iniciarem meios planejamento da infraestrutura local inserindo áreas verdes, construindo parques e implementando medidas de incentivo a atividade desportiva com instrutores e profissionais da área. Estes e outros métodos podem ser implementados na sociedade brasileira objetivando reduzir os índices de obesidade no país e consequentemente atenuar seus impactos na saúde pública.