Os efeitos da obesidade na saúde pública

Enviada em 08/03/2019

A eclosão da revolução industrial constatou um aumento significativo das indústrias alimentícias no mundo, no qual possibilitou uma maior disponibilidade de alimentos. Todavia, é evidente que a modernidade e possibilitou o aumento das indústrias de alimentos rápidos e Com altas taxas de conservantes devido à diminuição do tempo das pessoas, gerando assim o aumento da obesidade no país. Dessa forma, tal paradigma reflete um cenário desafiador no campo social, seja pela ineficácia das políticas de combate ao sobrepeso, seja pelos maus hábitos alimentares da população.

Segundo o filósofo Aristóteles, a política deve ser adotada de maneira que, por meio da justiça, a harmonia alcance o meio social. Nesse prisma, é indubitável que a omissão estatal frente ao combate das propagandas manipuladoras e a falta de fiscalização as empresas que abusam do uso de conservantes rompe com tal equilíbrio social. Nesse sentido, é fato que a manipulação massificada das indústrias de alimentos, bem como a fabricação de comidas com altos índices de sal, açúcar e gordura tem gerado uma população com vários problemas de saúde - como hipertensão e diabetes - por causa do aumento da obesidade no país e no mundo.

Outrossim, nota-se ainda que a negligência dos brasileiros com relação aos hábitos alimentares e esportivos também corrobora para esse caos. Nessa perspectiva, conforme os dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), 2,8 milhões de pessoas morrem anualmente vítimas de doenças desencadeadas pela obesidade no mundo. Analogamente, não há dúvidas que a ingestão desenfreada de “fast-food”, tal como a carência de práticas esportivas, ocasionada pelo sedentarismo, são fatores que ampliam esse problema de saúde pública no Brasil, ocasionando dessa forma o número muito alto de pessoas com sobrepeso.

Torna-se evidente, portanto, que ainda há obstáculos para a mitigação da obesidade no país. Destarte, o Governo Federal, junto ao Ministério da Saúde, por meio de projetos e de fiscalização, deve promover um sistema fiscalizatório nas indústrias multando aquelas que abusam do uso excessivo de conservantes danosos a saúde, bem como ampliar o número de nutricionistas nos hospitais, no fito de amenizar a manipulação alimentícia e a temática da obesidade de maneira gradativa e eficaz. Ademais, os centros educacionais, em parceria com a mídia, por intermédio de aulas e propagandas, podem mostrar os malefícios dos maus hábitos alimentares e da carência da prática esportiva, no intuito de diminuir a temática do sedentarismo e do sobrepeso no Brasil.