Os efeitos da obesidade na saúde pública
Enviada em 21/03/2019
O Brasil saiu de um quadro de escassez alimentar e subnutrição no início do século XX, para um cenário de sobrepeso e doenças crônicas advindas da má-alimentação e obesidade. No contexto atual, no qual o homem é engolido pelo tempo e a alimentação se associa ao prazer imediato, a obesidade se traduz em um problema real contemporâneo, acarretando em agravos individuais e coletivos, em grande parte perfeitamente evitáveis.
É importante ressaltar que, com as revoluções industriais e o advento do mundo moderno, a sociedade mudou seu padrão alimentar, associando-o ao imediatismo e à busca do prazer na forma de fast foods e refeições rápidas, os quais aliados ao intenso bombardeio midiático, perfazem o hábito alimentar de grande parte da população. Deste modo, é comum perceber um número cada vez maior de pessoas obesas, acarretando na incidência cada vez maior de doenças como diabetes, hipertensão, bulimia e depressão, e indubitavelmente em adoecimento grave e diminuição da qualidade de vida. Exemplo, é o número cada vez mais crescente de obesos na população brasileira, hoje de aproximadamente 20 milhões de pessoas, segundo o Ministério da Saúde.
Por outro lado, na ótica econômica, refeições rápidas são mais atrativas em comparação a alimentos orgânicos e naturais, os quais exigem maior preparação e são mais dispendiosos, excluindo, desta forma, parte da população do seu acesso. Bem como, há falta de informação adequada nos rótulos alimentícios, em prateleiras e cardápios, não informando o consumidor sobre o que está sendo eventualmente consumido. Associa-se a problemática, o fator cultural presente à mesa de alguns brasileiros, no qual há a passagem de práticas alimentares prejudiciais, apesar dos esforços governamentais recentes em programas e em legislação nutricional, acarretando no agravamento do quadro.
É fundamental, portanto, a realização de campanhas educativas e “Semanas de Educação Nutricional", pelas escolas, de caráter transversal e lúdico, os quais se associem a uma mudança de comportamento de amplo alcance, fomentando uma geração proativa e saudável. Bem como, a rotulagem adequada nos alimentos, por decretos de órgãos de Vigilância Sanitária e Ministério da Agricultura, com adoção de “Selos Saudáveis” e fiscalização por órgãos de defesa do consumidor, para que desta forma, não apenas se leve informação clara e verossímil a respeito da qualidade do alimento consumido, mas combata-se de forma eficaz esse mal tão presente em nossa cultura, em nosso cotidiano e em nossas mesas.