Os efeitos da obesidade na saúde pública

Enviada em 01/04/2019

O documentário Super Size Me retrata a vida de um jovem norte americano  que fica se alimentando por um mês apenas de fast foods. O que resultou em uma subnutrição, sem minerais e nutrientes necessários, com perda de energia e vitalidade, pressão arterial oscilante entre outros. Infelizmente, a cultura imediatista associada à uma visão fragmentada do tempo torna essa realidade uma pandemia.

É valido considerar, antes de tudo, a velocidade das relações. Visto que a sociedade moderna necessita de atividades com curto prazo de duração, a alimentação também torna-se alvo desse processo. De maneira que, cresce o consumo de fast foods, alimentos industrializados com altas taxas de gordura e sódio, os quais favorecem o surgimento de doenças como pressão alta, aterosclerose vascular cerebral e problemas renais. Isso pode ser visto no aumento do custo com a obesidade no sistema único de saúde, que chega a cinco porcento de acordo com o Ministério da Saúde.

Cabe apontar também a visão pontilizada de tempo. Zygmunt Bauman analisa as relações na sociedade contemporânea e afirma: “A única coisa que podemos ter certeza é a incerteza”. A partir disso, A falta de perspectiva para o futuro cria um hedonismo imediatista em que viver o prazer no presente torna-se mais importante que uma vida saudável no futuro. Desse modo, cresce o consumo de alimentos que fazem mal a saúde em detrimento de práticas saudáveis, como mostra os dados do Ministério da Saúde nos quais demonstra que apenas trinta e três porcento da população brasileira pratica exercícios físicos regularmente.

Fica claro, portanto, que medidas  profiláticas devem ser tomadas contra essa pandemia. Sendo assim, o Ministério da Educação deve contratar nutricionistas para realizarem palestras lúdicas e explicativas, além de controlarem a alimentação dos alunos na escola, de modo que a informação seja aliada à prática e demonstre que uma vida saudável no futuro depende de atitudes no presente.