Os efeitos da obesidade na saúde pública

Enviada em 04/04/2019

O renascimento europeu possuía características específicas da época retratadas em obras de arte, como as pinturas de mulheres, as quais possuíam uma silhueta corpulenta para indicar fertilidade e luxúria. Analogamente, nos anos 30 e 40 do século XX, o padrão de corpo foi modificado, e a gordura passou a ser vista como estorvo na estética. Entretanto, a obesidade não é propriedade do campo da aparência física, e sim um problema pandêmico de saúde.

Outrossim, a OMS, em 2018, divulgou que 1 em cada 8 pessoas são consideradas obesas no mundo. Nesse sentido, o Brasil possui uma posição preocupante, de acordo com a Vigitel - órgão do Ministério de Saúde -, mais da metade da população está com sobrepeso. O aumento drástico, relacionado a outras épocas, dessas taxas está ligado a disseminação de redes de fast food derivadas da vida acelerada, assim como descreve Bauman no livro “Tempos líquidos” onde mostra que o tempo foi minando e tudo é passageiro, a comida deixou o seu papel metabólico para adquirir uma faceta de subsistência e saciedade momentânea. Com efeito, a comunidade mundial ingere mais alimentos calóricos do que necessita, os quais após serem metabolizados vão acumulando-se no corpo, afetando o funcionamento do organismo como um todo.

Desse modo, o acúmulo de gordura nas paredes das artérias leva à aterosclerose que a longo prazo pode desencadear AVC, infarto, entre outros. Analogamente, a obesidade também causa a hipertensão e outras doenças cardiovasculares, em outras palavras, o sobrepeso transformou-se em uma epidemia, responsabilidade da saúde, pois essa doença não afeta somente o estético, mas interfere na qualidade de vida. Ademais, no campo da psicologia ela é vista como um conjunto de fatores que está associado a comportamentos sociais e saúde mental, por esse motivo, o cuidado básico, oferecido pelas Unidades Básicas de Saúde - UBS -, é essencial para prevenção e mudança de hábitos alimentares desde a infância.

Portanto, é imprescindível, a atuação do Ministério da Saúde na UBS, melhorando o atendimento e disponibilizando meios para serem realizados, fiscalizando o cumprimento de visitas domiciliares e realizando campanhas publicitárias, com a cooperação dos órgão midiáticos, que enfoquem nos resultados que uma má alimentação causa, mostrando o corpo humano como uma máquina que ao ingerir toxinas não funciona do jeito certo e que depois quebra, dessa forma, a analogia com o organismo vivo deve ser narrada por atores para, dessa forma, convocar o público a mudar seus hábitos de consumo alimentar, prevendo, assim, uma melhora na qualidade de vida da sociedade.