Os efeitos da obesidade na saúde pública
Enviada em 10/04/2019
“Vivemos em tempos líquidos.” A relação de liquidez proposta pelo sociólogo polonês Zygmunt Bauman remete diretamente ao imediatismo das interações humanas no século XXI. Dentro desse contexto, a obesidade se tornou um problema de saúde pública em todo o mundo, sendo resultado principalmente dos maus hábitos alimentares e do sedentarismo, frutos da Era das tecnologias e inovações científicas que visam reduzir os esforços e proporcionar conforto.
Primeiramente, cabe destacar como o ritmo acelerado das novas gerações influencia na saúde dos indivíduos. Segundo dados do Ministério da Saúde, aproximadamente metade dos adultos no Brasil está acima do peso, refletindo os resultados de uma alimentação pouco nutritiva e muito calórica, geralmente baseada em “Fast Foods”. Ademais, a obesidade infantil revela um grave problema para as futuras gerações que estão adoecendo cada vez mais cedo.
É válido ressaltar, ainda, como o sedentarismo aumenta significativamente os casos de obesidade no Brasil e no mundo. O médico brasileiro Dráuzio Varella, em seu canal no YouTube, fala sobre as consequências do sedentarismo atrelado ao sobrepeso da população que, apesar de jovem, passa a adquirir doenças que antes eram mais frequentes na terceira idade, superlotando as filas do SUS e causando mortes prematuras.
Faz-se evidente, portanto, uma ação efetiva por parte do Governo Federal juntamente com o Ministério da Saúde a fim de promover ações e palestras nas escolas públicas e privadas visando a conscientizar e informar crianças e jovens sobre os riscos de uma alimentação irregular e suas consequências a longo prazo. Concomitantemente, deve oferecer palestras voltadas para toda a população por meio do SUS em todas as cidades, buscando orientar sobre hábitos saudáveis e boa alimentação. Desse modo, será possível mudar a realidade descrita por Bauman e construir um futuro mais consciente.