Os efeitos da obesidade na saúde pública

Enviada em 17/04/2019

A Declaração dos Direitos Humanos, promulgada em 1948 pela ONU, garante a todo e qualquer indivíduo o direito à saúde e ao bem estar. Contudo, concomitante a essa declaração, as indústrias criaram um hábito de consumo prejudicial às pessoas e o número de brasileiros obesos só cresceu desde então, representando atualmente, segundo o Ministério da Saúde, 20% da população. Esse crescimento deve-se não só às mudanças dos hábitos alimentares, mas também à falta de políticas públicas contra tal problema.

Segundo o sociólogo Zygmunt Bauman, o homem pós-moderno procura resultados efêmeros e momentâneos, pouco se importando com o futuro. Nessa perspectiva, a transição do quadro brasileiro de desnutrição para um de altas taxas de obesidade representa uma mudança cultural dos hábitos alimentares da população. Enquanto a Europa consome preferencialmente alimentos naturais e saudáveis, no Brasil os produtos industrializados e ultraprocessados, por serem de mais rápido preparo e economicamente mais viáveis, tomam conta cada vez mais das refeições, independentemente dos prejuízos advindos para a saúde, como diabetes e hipertensão.

Além disso, a falta de políticas públicas tanto de conscientização como de combate à doença agrava a situação. Sem a instrução adequada de profissionais, dificilmente uma pessoa obesa conseguirá êxito em reverter seu quadro, já que ela não sabe o que deve fazer para perder o excesso de peso, o qual está associado geneticamente ao ser humano por tender a acumular ao máximo calorias devido a escassez de alimentos no passado. Ainda, embora muitos casos estejam relacionados a fatores hormonais, o SUS dispõe de números insuficientes de médicos para acompanhar e tratar os doentes.

Diante desse contexto, é necessário que a dificuldade seja vencida. Para isso, é preciso que as escolas promovam palestras de nutricionistas para efetivar uma reeducação alimentar do brasileiro e a prática de exercícios físicos, como modo de combate preventivo. Ademais, o Poder Público, deve garantir o pleno acesso dos obesos ao acompanhamento médico e, através das redes sociais e midiáticas, articular campanhas que incentivem o consumo de alimentos naturais em detrimento dos industrializados e a prática de exercícios físicos.