Os efeitos da obesidade na saúde pública

Enviada em 26/04/2019

Na antiguidade geralmente a nobreza era composta por pessoas acima do peso que, além de significarem superioridade econômica, disseminaram a crença de beleza e saúde. Paralelamente, a obesidade na conjuntura vigente está relacionada a esse período histórico e é ratificada pela a ausência de educação alimentar e o pelo desenvolvimento capitalista.

A priori, é relevante abordar que a sociedade contemporânea, sobretudo os núcleos familiares, herdaram a concepção errônea acerca da relação entre gordura e saúde. Analogamente, de acordo com a teoria “Habitus” de Pierre Bordieu, o corpo social tende a incorporar determinada estrutura de modo a neutralizá-la e reproduzi-la. Nesse contexto, uma vez incorporada essa realidade, os civis negligenciam seus hábitos alimentares e se ausentam de uma educação nutricional, a qual não é ofertada pelas escolas e corrobora com a manutenção da obesidade e suas consequências, tal como doenças cardiovasculares e exclusão social justificada pelo preconceito ao padrão do público em questão.

Outrossim, é cabível elencar que a vertiginosa expansão capitalista do pós Guerra Fria colabora para essa problemática. A respeito disso, o sociólogo Zygmunt Bauman conferiu a ideia de “consumo, logo existo” à sociedade atual. Sob essa ótica, analisa-se hodiernamente as indústrias digitais e alimentícias estimularem o acesso aos alimentos industrializados, os quais geralmente não contém os elementos nutricionais essenciais à saúde e colaboram com os crescentes casos de desnutrição e obesidade.                                                                                                                                                               Diante disso, ações são necessárias para reverter esse impasse de ordem social. Assim, cabe ao Ministério da Educação em parceria com profissionais e estudantes de nutrição desenvolver periodicamente nas comunidades, palestras educativas sobre planejamento alimentar, a fim de inserir e orientar todo a população a respeito dos resultados que poderão ser gerados mediante uma boa alimentação. A sociedade civil, em conjunto com a mídia, especialmente influenciadores digitais, deve veicular informações nutricionais por meio da divulgação, em redes sociais, de hábitos nutricionais saudáveis, com o fito de estimular os internautas a desconstruir esse paradigma remoto e persistente.