Os efeitos da obesidade na saúde pública
Enviada em 29/04/2019
“Gente, eu tô ficando impaciente, a minha fome é persistente”. A canção infantil, Fome-Come da Palavra Cantada que foi lançada em 1998, retrata uma das causas do que é considerado o mal do século. A obesidade, durante a pré-história, simbolizava fertilidade e beleza. Hoje, com o avanço da medicina, é alvo de preocupação para a saúde pública, podendo gerar problemas que vão muito além do peso.
Inicialmente, o grande índice de obesidade nacional está relacionado à evolução do capitalismo que afeta os hábitos alimentares. Com o cotidiano atribulado e atarefado , as pessoas acabam escolhendo alimentos mais baratos e fáceis de preparo que , na maioria das vezes, costumam ser refeições calóricas e pouco saudáveis. De fato, tal atitude pode ser relacionada à corrente filosófica hedonista, a qual busca o prazer imediato e sem pensar nas consequências futuras.
Desse modo, os problemas não se limitam apenas à balança. Hipócrates, médico grego, associou a obesidade à chances mais altas de morte súbita. Assim, uma maior concentração de tecido adiposo também afeta órgãos vitais como o coração, pâncreas e rins. Além disso, pode ser relacionada ao diabetes,hipertensão e vários tipos de cânceres. Nesse sentido,o excesso de peso é prejudicial para o bom desenvolvimento do organismo.
Portanto, como a obesidade é um problema de saúde pública, é dever do Estado tomar medidas a fim de reduzir os índices existentes. Primeiramente, cabe ao Ministério da Educação implementar na grade curricular o Projeto EAN ( Educação alimentar e nutricional), como já adotado no Japão. Com o uso de aulas direcionadas a cada faixa etária, debater sobre a importância de uma alimentação saudável como meio para medicina preventiva. Além disso, na companhia de um profissional especializado em nutrição, a escola deve envolver pais, responsáveis e toda comunidade, com palestras mensais, dicas de refeições e atividades física visando a colaboração de todos para uma saúde pública mais eficiente.