Os efeitos da obesidade na saúde pública
Enviada em 22/05/2019
A obra ´´Homem Vitruviano``, de Leonardo a Vinci, representa a idealização de um corpo físico humano com suas perfeitas proporções e simetrias. Todavia, percebe-se na contemporaneidade brasileira uma distorção do modelo proposto por da Vinci ao relacioná-lo com o atual quadro de obesidade vivenciada no país. Dessa forma, é indispensável a discussão acerca desse assunto, visto que seus efeitos são altamente responsáveis por uma vida estática.
Em primeiro plano, cabe ressaltar que devido a elevada massa corpórea, o indivíduo não encontra forças para realizar, até mesmo, razoáveis esforços físicos que poderiam ser o gatilho para retirá-lo dessa situação. Assim, o obeso está sujeito a percorrer nos trilhos da baixa autoestima e a consequente depressão, afastando-o, ainda mais, da sociedade, de forma a adotar uma política de isolamento. Paralelamente, tal condição acaba por divergir da ideia de soberania do próprio corpo e da mente, dita por Stuart Mill.
Convém ressaltar, ainda, algumas doenças físicas resultantes da obesidade e propulsoras de uma rotina semi-imóvel. À vista disso, destaca-se treze tipos de câncer, doenças no coração, artrite e a asma. Dessarte, a pessoa é impossibilitada de realizar simples movimentos como andar, uma vez que a união da demasiada massa física com algumas doenças consequentes, a impedem disso.
Portanto, fica nítido a necessidade de amenizar essa conjuntura. Segundo Kant, ´´o homem é aquilo que a educação faz dele``. Sendo assim, cabe ao Ministério da Saúde e ao Ministério da Educação, trabalharem juntos de maneira que promovam e incentivem palestras com profissionais qualificados, tanto no ramo laboral quanto no escolar, sobre a importância de uma dieta rica em alimentos saudáveis e atividades físicas, a fim de transparecer suas implicações benéficas para o corpo. Cumprido tais requisitos, o problema será, em parte, resolvido e a sociedade presenciará, parcialmente, a idealização de da Vinci.