Os efeitos da obesidade na saúde pública
Enviada em 12/06/2019
Sabe-se que a fome, outrora sida considerada um dos maiores problemas durante muito tempo, passa hoje a ser mais substituída por um obstáculo para a saúde pública, a obesidade. Sendo considerada uma epidemia, essa doença ocorre devido à ausência de uma educação alimentar na infância, responsável pelo elevado número atual de obesos. Outro problema é a falta de exercícios físicos, diminuindo, assim, a liberação da endorfina e propiciando a existência de depressão nesse grupo.
Segundo o filósofo John Locke e sua teoria da Tábula Rasa, o indivíduo, ao nascer, é como uma folha em branco, a qual será preenchida com suas experiências e elas serão levadas consigo. Seguindo esse pensamento do empirista e, relacionando à falta de uma educação alimentar na infância, o humano não tem capacidade de entender a importância de determinados alimentos para seu organismo, excluindo alguns de sua dieta. Sendo assim, a criança, a qual não foi efetivamente educada sobre a sua comida, tenderá a ser um adulto obeso, que, na maioria dos casos, além de problemas cardiovasculares, poderá apresentar distúrbios cartilaginosos. Isso poderá também dificultar a locomoção desse indivíduo, assim como trará dificuldades futuras para conseguir reverter o caso de sobrepeso.
Além disso, o dia a dia do corpo social não é mais como o dos séculos passados, pois ele se locomovia mais e, consequentemente, isso diminuía a possibilidade de sofrer com a obesidade. Entretanto, as coisas mudaram e, os indivíduos, os quais em séculos passados eram mais ativos, majoritariamente hoje são sedentários, propiciando a existência da depressão entre eles. Isso ocorre devido a diminuição de hormônios, os quais deveriam ser regulados durante a prática de exercícios físicos, como a endorfina, a qual é responsável por dar a sensação de bem-estar, felicidade e prazer. Quando esse tipo de hormônio passa a ser produzida em menor quantidade, o indivíduo passa a se sentir cada vez mais triste e isso, em longo prazo, propiciaria a existência da depressão nessa pessoa.
Analisando os fatos anteriormente expostos, vê-se a existência de um impasse. Para resolver a situação da ausência de uma educação alimentar, os Senadores devem, por meio da elaboração de uma lei, fazer obrigatório esse tipo de ensino, principalmente nos primeiros anos escolares da criança, considerando a teoria do empirista. Esse tipo de instrução seria realizada por nutricionistas, os quais também deveriam estar presentes nesse rede de ensino, com o objetivo de diminuir a existência de futuros obesos no Brasil. Para estimular a prática de exercícios físicos, o Poder Público deve elaborar campanhas publicitárias mostrando, com o auxílio de profissionais da saúde, a importância desse tipo de atividade para a liberação do hormônio endorfina. Essa medida seria tomada visando diminuir a existência de depressão no corpo social e, consequentemente, o aumento da saúde dele.