Os efeitos da obesidade na saúde pública
Enviada em 13/08/2019
Segundo Platão, o importante não é viver, mas viver bem. Dessa forma, a qualidade de vida é de suma importância para o desenvolvimento tanto dos indivíduos, quanto da sociedade. Todavia, a situação dos cidadãos obesos mostra que tal ideal de saúde está longe de ser alcançada devido à má alimentação, que gera doenças crônicas. Nesse sentido, convém analisar as principais causas, consequências e possível solução para esse impasse.
De acordo com Zygmunt Bauman, filósofo polonês, o mal líquido instaurado na sociedade contemporânea acarreta fatores capazes de alterar a forma como nos relacionamos com o mundo, e invariavelmente, com a comida. Destarte, a aceleração do ritmo de vida nas cidades implica na falta de tempo para preparar refeições balanceadas, dando espaço para alimentos industrializados e processados. Por essa razão, nota-se cada vez mais o aumento de redes fast-food pelo Brasil, evidenciando a liquidez atual.
Ademais, dados recentes divulgados pelo Ministério da Saúde afirmam que a quantidade de pessoas obesas no país já ultrapassa os 50% da população. Esse sobrepeso, efetivamente, pode causar não somente diabetes ou hipertensão, mas também distúrbios psicológicos como a bulimia, o que intensifica esse desafio da saúde pública.
É inegável, portanto, que medidas eficientes sejam adotadas urgentemente. Para tanto, o Ministério da Saúde, aliado às escolas, deve fomentar discussões acerca dessas mudanças, através da própria merenda, cujos principais ingredientes sejam orgânicos e frescos, a fim de promover uma reeducação alimentar, além de conscientizar as crianças e jovens acerca dos perigos advindos da obesidade. Assim, será possível vivenciar o ideal platônico.