Os efeitos da obesidade na saúde pública
Enviada em 16/07/2019
Segundo a teoria malthusiana, proposta pelo economista britânico Thomas Malthus, a quantidade de alimentos que seriam produzidos no planeta não seria suficiente para maneira que a população estava crescendo. No entanto, com o avanço técnico-científico foi, e é possível, produzir uma variedade imensa de alimentos, entre eles os industrializados, um dos responsáveis pelo aumento de peso da população. Unindo-se a esse fato, a obesidade é uma das doenças que mais avança e que tem gerado prejuízo para a saúde pública.
Mormente, é notório que o ganho de peso está associado a dois fatores presentes no dia a dia das pessoas: o sedentarismo e a má alimentação. Enlatados, fast-foods e processados são alguns tipos de alimentos que são consumidos por grande parte da população, entretanto, muitas vezes não têm algo nutritivo para que organismo possa absorver, visto que são ricos em açúcares e conservantes. Outrossim, de acordo com Émile Durkheim, filósofo francês, a sociedade é como um organismo vivo, pois tudo está interligado, entende-se nesse caso, que a má alimentação está associada à falta de exercícios físicos diários contribuindo para o surgimento de doenças decorrentes da obesidade que necessitam de tratamento médico.
Em segundo plano, com a grande parte da população com sobrepeso surgem novas doenças que demandam atendimento especializado e acaba sobrecarregando o sistema público de saúde. A obesidade é responsável por desencadear diversos problemas dentre eles a hipertensão e a diabetes, apesar de serem comuns, grande parte da população ainda necessita dos cuidados dos hospitais públicos, que têm enfrentado dificuldades para atender as emergências e ainda esses casos que se tornam crônicos no decorrer da vida do paciente.
Urge, portanto, medidas para resolver essa problemática. Faz-se necessário que o Ministério da Educação contrate nutricionistas, para ministrarem aulas nas escolas sobre educação alimentar com o intuito de fazer com que as crianças tenham uma melhor relação com a comida desde cedo. Ademais, o Ministério da Saúde pode começar a praticar mais ativamente uma medicina preventiva nos hospitais e órgãos públicos, com auxílio de nutricionistas orientar os pacientes, que estejam no local mesmo que para outro tratamento, a se alimentarem de maneira correta e acompanhar aqueles já obesos. Além disso, cabe às prefeituras locais disponibilizarem aulas com educadores físicos, a fim de diminuir o número de sedentários e consequentemente obesos.