Os efeitos da obesidade na saúde pública
Enviada em 19/07/2019
A Segunda Guerra Mundial gerou lucro para alguns países no quesito armamento, com seu término, encontraram outro mercado rentável para investir tecnologia: alimentos processados. Como efeito, a população mundial foi seduzida por esse novo estilo de alimentação e, consequentemente, aumentou seu consumo. No entanto, a longo prazo, esse hábito alimentar causou efeitos extremamente negativos como o aumento de doenças e o sedentarismo infantil.
Em primeiro lugar, é importante ressaltar que há um consumo excessivo de sal e glicídios na alimentação diária dos indivíduos brasileiros, visto que, há uma preferência pelo uso de industrializados que contém altas concentrações de sódio e carboidratos. Tal comportamento pode ser comprovado através dos dados da Empresa Brasileira de Pesquisa e Agropecuária (EMBRAPA), em que diz que cada pessoa no Brasil consome cerca de 51 kg de açúcar por ano e, logo, mostra-se um dado preocupante, já que, o excesso do mesmo no sangue é precursor de doenças como diabetes e obesidade. Além disso, a manutenção de uma dieta hipercalórica pode causar não só enfermidades mas também problemas de locomoção, dificuldade respiratória e até mesmo exclusão social como é mostrado, por exemplo, no reality show americano “Quilos Mortais”.
Outrossim, é preciso considerar que a 3ª Revolução Industrial e, consequentemente, a introdução massiva da tecnologia na vida dos indivíduos, alterou os hábitos alimentares das crianças. Em vista disso, devido ao uso de celulares e jogos virtuais, os adolescentes deixaram de brincar na rua e praticar exercícios físicos o que, por conseguinte, pode culminar em uma vida sedentária. Ademais, há a ingestão de fast-foods e outros alimentos com alto valor calórico que, diversas vezes, não é visto pelos pais como um vilão na alimentação. Entretanto, o Instituto de Geografia e Estatística (IBGE) mostra que 33,5% das crianças sofrem com obesidade ou sobrepeso.
Por isso, com objetivo de acabar com os efeitos da obesidade, é imprescindível considerar a Educação como principal ferramenta de transformação. Cabe as escolas, portanto, investir em aulas que ultrapassem a visão conteudista, objetivando, por meio de palestras com profissionais qualificados, como nutricionistas e psicólogos, mostrar a importância da leitura da tabela nutricional dos alimentos consumidos e as consequências de uma alimentação não saudável. Dessa forma, desde a tenra idade, as pessoas desenvolverão um senso de preocupação com o que é ingerido e, assim, poderá diminuir os índices de obesidade e o poder de sedução das comidas industrializadas.