Os efeitos da obesidade na saúde pública
Enviada em 19/07/2019
Com o advento da urbanização aliada a explosão da globalização, os estilos de vida da época foram moldados e adequaram-se ao novo modelo de vida que lhes foram propostos. Regido pela inovação capitalista da supervalorização do tempo, a complexidade dos modelos de consumo e dos fatores que os determinam vem realizando mudanças alimentares que sequenciam severas consequências socais e na saúde por todo o âmbito mundial.
Após inovações histórico-científicas que consolidaram o modo de produção capitalista no Brasil e no mundo, o aumento da alimentação fora de casa e a preferência por compra de alimentos em supermercados tornaram-se reflexo das reformas nas indústrias alimentícias que prezam por alimentos ultra processados e redes, como os fast-foods, que otimizam o tempo do indivíduo. Nesse contexto, a usurpação da qualidade de vida da população é amplamente vista com o aumento dos casos de obesidade, que oriunda também o aumento de indivíduos com baixa auto-estima, depressão e ansiedade, uma vez que a lógica da indústria é transformar alimentos em produtos lucráveis, e não como estratégicos para a saúde pública, o ciclo do certame em questão é edificado e pouco combatido.
Análogo à isso, vê-se a solidificação de uma sociedade epicurista, a qual eleva o sentido do prazer como objetivo imediato de cada ação humana como precursora da questão supracitada. De modo que assim, o prazer da comida industrializada, rica em açúcares e carboidratos, se antepõe à consciência dos riscos de doenças como hipertensão e diabetes. Conjuntamente à isso, a falta de políticas públicas contra à problemática permite que esse ciclo não finde, uma vez que concede que se faça o uso excessivo de agrotóxicos, abuse de conservantes, facilitem o uso de transgênicos de forma irresponsável, entre outras medidas que afetam a saúde dos brasileiros e levam ao aumento de peso. Derivada da síntese posta acima, torna-se imprescindível práticas que erradiquem o impasse da obesidade no Brasil. Para isso, o poder público em sua importância deverá utilizar de suas influências governamentais, através de propagandas e eventos reservados à questão, onde disseminem a importância da alimentação, com uma maior instrução do conhecimento aos alimentos e seus nutrientes, bem como a importância de atividades físicas e maneiras fáceis e eficientes de realizá-las, além de apoio psicológico gratuito que ajude na procura de melhorias, incentivando assim um estilo de vida equilibrado. Cabe ao Ministério da Saúde efetivar-se de uma política nacional de alimentação saudável, em que empresas diminuam as concentrações de sódio e açúcares em seus produtos, de modo que ainda que saborosos, prezem por uma melhora nutricional dos indivíduos, e então, os efeitos da obesidade sejam menores e a sociedade brasileira torne-se equilibrada e saudável.