Os efeitos da obesidade na saúde pública
Enviada em 10/09/2019
Consoante a Organização Mundial de Saúde, saúde é a condição de completo bem-estar físico, mental e social do indivíduo. No entanto, tal condição é amplamente inviabilizada na sociedade, uma vez que a obesidade apresenta-se como um distúrbio recorrente que provoca efeitos vis no contexto da saúde pública. Sob esse viés, a alimentação irregular e o sedentarismo corroboram decisivamente esse quadro social. Logo, urgem ações engajadas dos agentes adequados com o escopo de minimizar essa adversa conjuntura.
Inicialmente, destaca-se que a dieta irregular, sobretudo, com o excessivo consumo de ultraprocessados associado à publicidade de alimentos é uma tendência moderna que propicia o sobrepeso, inclusive nas crianças. Nessa perspectiva, observa-se que tal distúrbio tem desdobramentos em diversos problemas de saúde, como colesterol alto e deficiência cardiorrespiratória, o que requer do Sistema Único de Saúde (SUS) amplos investimentos no tratamento de doenças adjacentes a obesidade. Como consequência, nota-se o expressivo gasto público com crianças que poderão ser dependentes do sistema de saúde por toda uma vida em detrimento de mudanças no estilo de vida precocemente.
Outrossim, entende-se por metabolismo o conjunto de reações químicas que ocorrem no organismo e que mantém o equilíbrio desse. Nesse sentido, percebe-se que o sedentarismo potencializa a ocorrência da obesidade, tendo em vista que não estimula o metabolismo para catálise de gordura e de açúcar, o que resulta no desenvolvimento de diabetes, por exemplo. A esse respeito, o SUS distribui gratuitamente insulina, um medicamento hormonal, para cerca de 400 mil pessoas nos postos de saúde. Com isso, verifica-se a necessidade de gastos em tecnologia farmacológica e em manutenção desse serviço de saúde para atender toda população doente.
Destarte, é essencial reduzir os impactos decorrentes da obesidade na saúde pública. Para tanto, é impreterível que o Ministério da Saúde, por meio das redes sociais, veicule informações e orientações às famílias sobre a importância da dieta sem processados, principalmente, para crianças, a fim de modificar hábitos de vida e, assim, evitar gastos do SUS e promover pessoas mais saudáveis. Concomitantemente, cabe ao Ministério do Esporte incentivar o exercício físico como prática rotineira, com o fito de evitar doenças indesejadas, como a obesidade, e de possibilitar uma maior noção de saúde na sociedade.