Os efeitos da obesidade na saúde pública

Enviada em 29/07/2019

O mito da caverna, de Platão, descreve a situação de pessoas que se recusavam a observar a verdade em virtude do medo de sair de sua zona de conforto. Fora da alusão, a realidade brasileira caracteriza-se com a mesma problemática no que diz respeito aos efeitos da obesidade na saúde pública. Nesse contexto torna-se evidente a má influência midiática, bem como as questões socioculturais.

Deve-se pontuar, de início, que as mídias sociais configura-se como um grave empecilho no que diz respeito à obesidade. De acordo com Pierre Bourdieu, o que foi criado para ser instrumento de democracia não deve ser convertida em mecanismo de opressão. Nessa perspectiva, pode-se observar que a mídia, em vez de promover debates que elevem o nível de informações da população, influencia na consolidação do problema.

Em segunda análise, a lenta mudança na mentalidade social apresenta-se como outro fator que influência na dificuldade de efetivação do excesso de peso e gordura. Conforme Durkheim o fato social é a maneira coletiva de pensar. Sob essa lógica, é possível perceber que a questão da obesidade na saúde pública é fortemente influenciada pelo pensamento coletivo, uma vez que, se as pessoas crescem inseridas em um contexto social banal, a tendência é adotar esse comportamento também, o que torna sua solução ainda mais complexa.

É evidante, portanto, que tais entraves precisam ser solucionados. Assim, especialistas no assunto, com apoio de ONGs também especializadas, devem desenvolver ações que revertam a má infuência midiática sobre aos efeitos da obesidade na saúde da população. Tais ações devem ocorrer nas redes sociais, por meio da produção de vídeos que alertam sobre as reais condições da questão, comparando com o tratamento que a mídia dá com relatos de pessoas que de fato vivenciaram tal problema. É possível, também, criar uma “hashtag” para identificar a campanha e ganhar mais visibilidade, a fim de conscientizar a população sobre as consequências do tratamento que determinados canais de comunicação dão ao assunto.  Por fim, é importante que o povo brasileiro se encare como responsável pelo problema, pois, como disse Platão, o primeiro passo para mover o mundo é mover a si mesmo.