Os efeitos da obesidade na saúde pública

Enviada em 31/07/2019

O final do século XX, foi marcado por um fenômeno denomidado de transição alimentar. Nesse contexto, com a conquista de direitos das mulheres o papel de “cuidadora do lar” foi substituído pela jornada de trabalho, Assim, os hábitos alimentares da familía sofreram impactos, além disso, na época houve um aumento da disponibilidade de alimentos mais práticos, industrializados e de fácil preparo. Contudo, essa mudança de padrão alimentar trouxe grandes mudanças no perfil corporal dos indivíduos, bem como o aumento da obesidade, em virtude de uma dieta pobre em nutrientes e rica em calorias.

A priori, é essencial salientar que, atualmente, segundo dados da Organização Mundial da Saúde, no Brasil, 50% da população tem sobrepeso ou é obesa. A partir dessa informação, fica claro que, a obesidade é um problema que deve ser levado a sério, visto que já é considerado o problema número 1 de saúde pública. Em suma, de acordo com a OMS, pessoas com maior percentual de gordura corporal tem mais riscos de desenvolverem doenças cardiovasculares. Logo, também representa um  impasse.

Em segundo plano, é importante citar que vários estudos comprovam que dieta saudável aliada a atividade física regular reduzem em 75% o risco de desenvolver doenças crônicas, como hipertensão e diabetes. Ademais, uma alimentação balanceada que engloba um equilibro de calorias provenientes de alimentos saudáveis, é fundamental para a redução da obesidade.

Dessa forma, percebe-se que a sociedade precisa corrigir os maus hábitos. Urge que o Ministério da Saúde  comece um trabalho com crianças e jovens através da divulgação de hábitos saudáveis de alimentação, envolvendo pais e responsáveis. Com o fito  de promover a saúde. Essa ação pode ser potencializada com a disponibilidade de merendas saudáveis nas escolas e informações nas midias digitais a respeito dos perigos da obesidade e consequências dos maus hábitos em todas as fases da vida.