Os efeitos da obesidade na saúde pública
Enviada em 06/08/2019
A industrialização brasileira no início do século XX permitiu o desenvolvimento de novos setores industriais e mercados consumidores, como as redes de alimentação. No entanto, o avanço técnico, aliado à influência midiática na produção de alimentos, influenciou de maneira negativa o modo com que a sociedade se comporta frente a nutrição individual. Ademais, o aumento do sedentarismo entre a população também permitiu a expansão do número de pessoas obesas, fator que confere um grave obstáculo de saúde pública e social no Brasil.
Nesse contexto, é possível analisar o papel da mídia no que tange a má alimentação dos indivíduos. Segundo o sociólogo Theodor Adorno, a indústria cultural torna produtos dispensáveis em necessidades do cotidiano. A partir disso, a estrutura midiática utiliza propagandas de apelo audiovisual para gerar o desejo de consumo por alimentos industrializados, que a longo prazo, podem estimular o sobrepeso e a obesidade, elementos capazes de causar doenças como diabetes e hipertensão. Assim, a saúde da população fica prejudicada pela ação da mídia, a qual visa o lucro acima do bem-estar social.
Além disso, o sedentarismo cria as condições necessárias para o crescimento na quantidade de pessoas obesas no país. Análogo a isso, uma pesquisa realizada em 2018 pela Organização Mundial da Saúde mostra que quase metade da população brasileira é sedentária. Isso se dá, principalmente, pelo comportamento presente na contemporaneidade de priorização do uso da tecnologia, como celulares e computadores, à prática de exercícios físicos nos tempos livres. Com efeito, a probabilidade do aparecimento de doenças crônicas pela falta de atividades relacionadas à saúde do corpo torna-se grande.
Infere-se, portanto, que medidas devem ser tomadas para diminuir os efeitos da obesidade na saúde pública brasileira. É imprescindível, então, a atuação do Governo Federal, instituição oficial que deve assegurar o direito à saúde da sociedade, em conjunto com empresas privadas, na promoção de parques a nível municipal, que possuam áreas de lazer e instrumentos para a realização de exercícios físicos de maneira gratuita. Isso pode ser feito a partir do investimento do erário direcionado a locais menos favorecidos para que todas as pessoas tenham a oportunidade de praticar atividades motoras e evitarem, com isso, doenças causadas pela má alimentação e inatividade proporcionadas pelo mundo contemporâneo.