Os efeitos da obesidade na saúde pública
Enviada em 07/08/2019
A influência do sistema econômico capitalista no Brasil trouxe o ideal do lucro e expansão da indústria cultural. Nessa perspectiva, redes alimentícias vendem cada vez mais produtos industrializados que contribuem para a alimentação irregular brasileira e o aumento da obesidade no país. Concomitante a isso, o surgimento das tecnologias no país influenciou na maneira como os indivíduos praticam ou não exercícios físicos, constituindo assim, um grave problema de saúde coletiva.
Nesse contexto, é possível analisar que o consumo de alimentos processados estimula o crescimento da obesidade entre os brasileiros. De acordo com o sociólogo Theodor Adorno, a sociedade capitalista é uma indústria que transforma produtos dispensáveis como necessidade do cotidiano. A partir disto, alimentos industrializados que antes não faziam parte da dieta do brasileiro, hoje, colaboram para a dieta calórica e irregular da população. Com efeito, a sociedade aumentou o consumo de alimentos de origem industrial, na qual substituiu a nutrição ideal, processo que colabora para o aumento no número de pessoas obesas no país.
Além disso, as tecnologias que são importantes para o desenvolvimento de um país participam também do aumento do sedentarismo na sociedade. Desse modo, dados levantado pelo Comitê Gestor da Internet no Brasil em 2018 mostram que o brasileiro passa em média 9 horas por dia conectado. Essa problemática influencia diretamente no comportamento frente a importância do exercício físico, que é substituído pelo tempo utilizado com o uso de meios de comunicação. Dessa maneira, o aumento de peso seguido de problemas como hipertensão e diabetes tornam-se crônicos na medida em que sociedade contemporânea deixa de lado a alimentação saudável e as atividades físicas.
Infere-se, portanto, que medidas devem ser tomadas para diminuir os efeitos da obesidade na saúde pública brasileira. É imprescindível, então, a atuação do Governo Federal, instituição oficial que deve assegurar o direito à saúde da sociedade, em conjunto com empresas privadas, na promoção de parques a nível municipal, os quais possuam áreas de lazer e instrumentos para a realização de exercícios físicos de maneira gratuita. Isso pode ser feito a partir do investimento do erário direcionado a locais menos favorecidos, com o objetivo de proporcionar oportunidade à todos da prática regular de atividades físicas, e evitar, com isso, doenças causadas pela má alimentação e inatividade geradas pelo mundo contemporâneo.