Os efeitos da obesidade na saúde pública
Enviada em 07/08/2019
A influência do sistema econômico capitalista no Brasil trouxe o ideal do lucro e a expansão da indústria cultural. Nessa perspectiva, as redes alimentícias passaram a vender mais produtos industrializados que contribuíram para a alimentação irregular brasileira e o aumento da obesidade no país. Concomitante a isso, o surgimento das tecnologias de comunicação influenciou na maneira como os indivíduos praticam ou não exercícios físicos, fator que constitui um grave problema de saúde coletiva.
Nesse contexto, é possível analisar que o consumo de alimentos processados estimula o crescimento da obesidade entre os brasileiros. De acordo com o sociólogo Theodor Adorno, a sociedade capitalista é uma indústria que transforma produtos dispensáveis em necessidade do cotidiano. A partir disso, alimentos industrializados que antes não faziam parte da dieta dos brasileiros, hoje, colaboram para a dieta calórica e irregular da população. Com efeito, o consumo de alimentos de origem industrial, o qual substitui a nutrição ideal, aumenta e provoca um maior número de pessoas obesas no país.
Além disso, as tecnologias que são importantes para o desenvolvimento de um país participam também do aumento do sedentarismo na sociedade. Desse modo, dados levantados pelo Comitê Gestor da Internet no Brasil mostraram que o brasileiro passa, em média, mais de 9 horas por dia em frente ao computador. Essa problemática influencia diretamente no comportamento em frente da importância do exercício físico, que é substituído pelo tempo utilizado com o uso de meios de comunicação. Dessa maneira, o aumento de peso seguido de problemas como hipertensão e diabetes tornam-se crônicos à medida que a sociedade contemporânea deixa de lado a alimentação saudável e as atividades físicas.
Infere-se, portanto, que medidas devem ser tomadas para diminuir os efeitos da obesidade na saúde pública brasileira. É imprescindível a atuação do Governo Federal, instituição que deve assegurar os direitos básicos dos cidadãos, junto a empresas privadas, na promoção de parques nos municípios mais carentes, que possuam áreas de lazer e instrumentos para a realização de atividades físicas gratuitas, a partir do investimento do erário no bem estar social. Ademais, os governos estaduais podem patrocinar palestras em escolas públicas para mostrar os benefícios do consumo consciente de alimentos saudáveis e as consequências de uma alimentação voltada para industrializados. Assim, os problemas gerados pela obesidade e a inatividade do mundo contemporâneo podem ser amenizados.