Os efeitos da obesidade na saúde pública

Enviada em 03/09/2019

Compreendida como o aumento excessivo do peso corporal, desrespeitando, para isso, os limites de uma estatura saudável, a obesidade é uma doença presente em diversos países do globo, bem como no Brasil. Atualmente, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a obesidade é um dos maiores problemas enfrentados pela área. Dessa forma, sendo o governo brasileiro, segundo a sua Constituição, um órgão que deve garantir saúde à população nacional, a omissão desse Estado frente aos efeitos sociais da obesidade, torna-se inconstitucional.

Nesse contexto, destacam-se como agentes potencializadores da obesidade no Brasil, o sedentarismo e o alto consumo de alimentos ultraprocessados. Esses fatores são provenientes, sobretudo, da redução do tempo útil diário, a partir do século XXI, no qual certos cidadãos passaram a realizar diversas obrigações de modo simultâneo em detrimento da prática de exercícios físicos, do sono equilibrado e da alimentação nutritiva. Assim, muitos são os brasileiros que, influenciados, principalmente, pelas propagadas veiculadas na mídia, optam, em uma época, na qual o tempo é um recurso escasso, por alimentos industrializados, visto que estes, conforme demonstrado nos comerciais, são mais práticos (já preparados para ingestão). Em vista disso, consoante dados do portal de notícias UOL, no Brasil, nos últimos 10 anos, o número de obesos cresceu em 60%.

Em consequência desse aumento, surgiram vários impactos negativos à saúde pública brasileira. De acordo com dados do Ministério da Saúde nacional, os custos com a obesidade somam mais de 5% das despesas totais do Sistema Único de Saúde (SUS). Isso se deve ao fato de o excesso de peso está diretamente ligado à manifestação de doenças crônicas nos indivíduos, como a diabetes e a hipertensão. Dessa forma, a quantidade de brasileiros dependentes de acompanhamento médico ao resto da vida torna-se maior, sobrecarregando, assim, a estrutura de saúde do país.

Portanto, compete ao governo federal brasileiro investir em políticas públicas voltadas ao combate da obesidade, incentivando a população a se exercitar e a se alimentar de modo saudável, por meio da criação de programas, em parceria com profissionais da saúde, que visem fornecer aos habitantes, atendimento nutricional e exercícios físicos gratuitos. Quanto às instituições escolares concerne propor aos seus discentes trabalhos extraclasses, que tenham como intuito informar a eles e aos seus familiares acerca da importância de uma alimentação equilibrada e da prática de atividades físicas à saúde. Ademais, cabe também a essas instituições oferecer aos alunos em suas cantinas opções saudáveis de alimentos, estimulando-os, desde cedo, a escolher pratos nutritivos.