Os efeitos da obesidade na saúde pública
Enviada em 30/09/2019
De acordo com a Declaração Universal dos Direitos Humanos - promulgada em 1948 pela Organização das Nações Unidas - é direito de todos os cidadãos, sem distinção, à saúde. Contudo, o cenário visto pelos efeitos causados pela obesidade na saúde pública moderna impede que isso aconteça na prática, devido não só à falta da participação familiar nos preparos das refeições, como também ao ambiente escolar que contribui para o aparecimento do problema de forma precoce em crianças. Nesse contexto, evidencia-se a necessidade de serem tomadas atitudes pelas autoridades competentes.
Deve-se pontuar, de início, que a participação da família contribui para o surgimento de maus hábitos alimentares, visto que está cada vez mais incomum cozinhar as próprias refeições. Indubitavelmente, a praticidade em consumir alimentos processados e fast foods favorece o surgimento da obesidade. No entanto, existem outros fatores que podem tornar uma pessoa obesa, como: problemas hormonais, psicológicos, estresse, entre outros. O documentário “Fed Up” exprime a realidade de crianças americanas obesas viciadas em comida processadas, com intuito de mostrar a doença que era presente apenas em adultos, hodiernamente deve ser visto como problema de saúde pública internacional.
De mesmo modo, destaca-se, que as escolas e os alimentos que elas oferecem ou permitem que sejam vendidos em sua localidade, além da ausência de disciplinas voltadas para a educação alimentar contribuem para o surgimento da problemática. Segundo o filósofo Platão: “O importante não é viver mas viver bem”, no entanto, a realidade de uma pessoa obesa não condiz com o que o filósofo propôs em sua frase nem com o que foi idealizado pela ONU, visto que a obesidade pode acarretar outras doenças, como: diabetes, pressão alta e até ataque cardíaco. Sob tal ótica, é indispensável que o assunto seja debatido e estudado, para que a situação atual se reverta.
Destarte, infere-se, portanto, que ainda há embargos para solucionar de vez a obesidade no Brasil. Dessa forma, o Governo Federal juntamente com o Ministério da Saúde e o Ministério da Educação, por meio de projetos de lei, incluam a disciplina de educação alimentar nas grades curriculares das escolas públicas, além de oferecer palestras educativas nas escolas e incluir campanhas nas redes sociais e mídias digitais para conscientizar a sociedade sobre o tema. Portanto, é fundamental enfatizar sobre os benefícios de uma boa alimentação e como os bons hábitos podem contribuir com a redução da obesidade. Dessa forma a questão pode ser debatida, minimizada e consequentemente erradicada.