Os efeitos da obesidade na saúde pública
Enviada em 23/08/2019
É notório que nas últimas décadas houve um crescimento acelerado no número de pessoas que apresentam indícios de obesidade. Esse fato se deve a causas distintas, como por exemplo, fatores genéticos, uma vez que casais obesos tem maior chances de ter uma criança obesa no futuro, bem como à má alimentação devido à falta de tempo gerada por uma rotina de trabalho ou estudos exigente. O programa de televisão “Quilos mortais”, retrata a triste realidade existente na vida de algumas pessoas que sofrem com um grau de obesidade já avançado, fazendo com que grande parte de seus telespectadores reflitam sobre o assunto.
Precipuamente, vale ressaltar a importância dos estudos realizados por Mendel, que obteve grandes avanços no que tangem nosso atual conhecimento sobre a genética. Em um de seus experimentos, o biólogo concluiu que as características são hereditárias e, portanto, passadas de pais para filhos fazendo perdurar por gerações de uma determinada espécie. A obesidade, que não se prende somente aos hábitos alimentares e a falta de exercícios físicos, pode ter como um de seus fatores o desenvolvimento de problemas psicológicos como a depressão e a ansiedade que, quando combinados à uma vida de sedentarismo e comodidade, faz com que se estabeleça um padrão de vida difícil de ser corrigido. As muitas expectativas de solucionar o problema foram fortemente postas como insuficientes diante os resultados de uma pesquisa realizada em 2016, a qual foi possível concluir que 58% da população da América Latina apresenta um estado de sobrepeso enquanto 23% está obesa.
Posteriormente, diante o programa de televisão que apresenta as refeições feitas pelos participantes, é perceptível as consequências de uma má alimentação na saúde de uma pessoa. Na maioria dos dias, a rotina vivida é intensa o suficiente para induzir parte da população à deixar o preparo de suas refeições por conta de lanchonetes ou simplesmente acabam por optar pelos industrializados que são ricos em gorduras e açúcares, incapazes de suprir as necessidades básicas e diárias do corpo humano. Tais decisões, seguidas pela falta de um acompanhamento profissional ou nutricional geram, por conseguinte, problemas de saúde diversos, capazes de causar a morte do indivíduo. Dessa forma, além de não haver uma solução do problema inicial, faz-se com que a expectativa de vida diminua.
Portanto, cabe ao Governo juntamente ao Ministério da Saúde, promoverem um acompanhamento nutricional eficaz para aqueles que não tem condições de pagar, através de campanhas em postos de saúde a fim apresentar as melhorias necessárias na alimentação (do indivíduo). Ademais, cabe à ambos estimular a prática de exercícios físicos na escola por meio de novas modalidades esportivas, como o rugby, badminton ou tênis.Dessa forma, iniciam-se meios para solucionar a obesidade no Brasil.