Os efeitos da obesidade na saúde pública
Enviada em 27/08/2019
’ Abra a felicidade ’ desde que essa seja uma lata de coca-cola, as extravagantes campanhas midiáticas que enaltecem produtos de qualidade duvidosas como ultra processados sejam eles refrigerantes, bolachas ou os fast-foods são uma importantes questões a serem levantadas, atrelada a uma questão ética: a felicidade é tão rasa assim, 250ml de um liquido preto e corrosivo? Os ricos para tal felicidade são caros, uma crescente no números crianças obesas pelo mundo e aumento no contingente de adultos assolados por doenças crônicas como a diabetes e a hipertensão.
Em primeira análise, é clara a necessidade de aborda questões acerca do aumento dos casos infantis de obesidade pelo mundo, onde segundo dados da Iniciativa de Vigilância da Obesidade Infantil aponta que um terço das crianças do mundo, entre 6 e 9 anos estão obesos ou acima do peso. E isso já é um indicador não apenas de problemas atuais, mas também futuros tendo essas mesmas crianças como novos gatos para a saúde pública seja por remédios para as doenças que inicialmente eram evitáveis e que veio como consequências de felicidades rasas, e ainda o aumento de bullying por gordo fobia.
Em segunda análise, entre varias causas o aumento no número de obesos é diretamente ligado ao novo estilo de vida da sociedade contemporânea , o dia corrido do trabalhador leva muitas vezes a escolha do mais rápido em vez do mais necessário, e isso se segue na questão alimentar infantil também, o boneco do Mario Bros que vem junto daquele lanche que mais parece uma bomba de gordura, estimula crianças as escolhas menos sabias. E ainda á aquela dificuldade proposital de muitas empresas de dificultar o leitor a entender o que compõe aquele produto, seja por letras quase minusculas ou mesmo com nomes que nem mesmo um nutricionista entenderia de cara.
Em síntese, mostra-se necessária uma intervenção do Poder Jurídico na regulamentação de propagandas tendo como foco as direcionadas ao público infantil, barrar estímulos fortes ao consumo de produtos ricos em gorduras e açucares em suas divulgações, e ainda que o Ministério da Educação modifique a grade curricular de forma a adicionar mais aulas de educação física para alunos do primário atrelado ainda a aulas sobre nutrição adequada e ainda que os cursos universitários de Educação Física crie ainda mais projetos nas comunidades com o foco saúde, só assim por meio da prevenção a saúde passar ser viver bem, e não apenas ser jogado num sistema que não ensina a prevenção. Apenas assim as portas da felicidade podem ser realmente abertas.