Os efeitos da obesidade na saúde pública

Enviada em 27/09/2019

No filme Shrek, o personagem Gato de Botas, conhecido por ser ativo e aventureiro, foi domesticado e a junção de comida disponível com falta de exercícios o tornou obeso, como resultado disso, o gato passou a ter dificuldades para se locomover. De fato, casos como o do personagem não se limitam a cenários fictícios e ampliam-se para os humanos. Nesse sentido, debater as consequências da obesidade na sociedade é um tema pertinente ao contexto moderno. Fica notório que se faz necessário analisar as causas, consequências e possíveis soluções para essa conjuntura.

A priori, a agricultura ocasionou na consolidação das comunidades, pois favoreceu o sedentarismo. Nessa lógica, é válido afirmar que a diminuição do nomadismo foi positivo para o surgimento das sociedades, mas é prejudicial à saúde, visto que o homem não precisa mais ir atrás do próprio alimento para obtê-lo e por isso, não há tanta necessidade de se manter ativo. Posteriormente, com a difusão da lógica capitalista, o consumo em massa passou a ser a base do sistema vigente. Logo, presume-se que além das pessoas terem o acesso a comida ampliado sem que para isso precisem de muito esforço, ainda são persuadidas a consumirem mais do que devem.

Ademais, a conta pelos maus hábitos alimentares incentivados pelo lógica consumista, é cobrada na saúde dos indivíduos. Dentre esses efeitos, conforme o médico Drauzio Varella, a obesidade pode ocasionar diversos problemas, entre eles: diabetes, dores nas articulações, colesterol elevado e miocardiopatia. Por certo, essas doenças tentem a diminuir a qualidade ou expectativa de vida das pessoas, o que resulta em um caos na saúde pública, mas que pode ser amenizado. Desse modo, percebe-se certa urgência na adoção de medidas que trabalhem esse panorama e seus efeitos.

Torna-se evidente, portanto que casos como o do Gato de Botas, não podem mais ser reflexo da sociedade moderna. Assim, a fim de diminuir o problema da obesidade na saúde pública, é necessário que a Organização das Nações Unidas, por meio da Assembléia Geral, debata o problema entre os países, com o propósito de chegar a um consenso sobre como ele deve ser amenizado no cenário global. Além disso, nacionalmente, cabe ao Ministério da Saúde, por intermédio dos governos estaduais e prefeituras, ampliar o incentivo à prática de esportes e exercícios físicos desde a infância, com a revitalização e criação de praças e quadras esportivas, a fim de diminuir o sedentarismo entre os indivíduos. Enfim, a partir dessas ações, os problemas citados pelo Drauzio Varella serão menos presentes no mundo moderno.