Os efeitos da obesidade na saúde pública

Enviada em 01/10/2019

No Brasil, a obesidade tornou-se um dos maiores problemas de saúde pública na sociedade. Nesse cenário, é possível notar que o excesso de peso pode ser considerado uma doença, já que desencadeia diversas patologias físicas e psicológicas no indivíduo como diabetes e depressão. Assim, o sobrepeso extremo afeta milhares de pessoas no país e sobrecarrega o sistema, visto que não há programas de prevenção e promoção da saúde para evitar esse paradigma.

Em primeiro plano, cabe destacar que a obesidade provém de um conjunto de fatores, como o sedentarismo, que consiste na falta de exercícios físicos e má alimentação, além de condições genéticas e hormonais, que podem dificultar a perda de peso. Ademais, o sobrepeso aumenta a incidência de doenças cardiovasculares, hipertensão, diabetes e problemas osteoarticulares, sendo que muitas pessoas sofrem depressão, devido à discriminação pelo excesso de peso. Desse modo, o indivíduo necessita de visitas recorrentes a instituições de saúde em razão da sua condição propensa a diversas doenças. Com isso, o sistema público e privado de saúde ficam superlotados, trazendo prejuízos a toda população.

Segundo o Ministério da Saúde, a taxa de obesidade cresceu 20% entre 2006 e 2016, o que demonstra que um em cada cinco brasileiros pode ser considerado obeso. Além disso, os custos com a obesidade representam 5% das despesas totais do Sistema Único de Saúde no Brasil. Apesar disso, o excesso de peso ainda não é tratado de forma adequada do país. Destarte, é fácil perceber que são poucas as ações e programas governamentais que incentivam a alimentação e a prática regular de atividade física para controle de peso. Outrossim, a falta de políticas públicas e a estrutura mínima para receber indivíduos obesos causa constrangimento, limita o acesso a lugares e forma uma barreira social para essas pessoas.

Fica claro, portanto, que a obesidade está ligada à baixa qualidade de vida da população, atrelado a falta de assistência e profilaxia para combater esse quadro na sociedade. Desse modo, cabe ao Governo e aos municípios contratar profissionais especializados e implantar na comunidade programas que visem o controle e perda de peso, como academias da saúde e palestras motivacionais. É necessário, ainda, criar campanhas midiáticas com o intuito de alertar os cidadãos sobre os males que essa condição pode ocasionar na saúde do indivíduo. Assim, será possível reverter o paradigma atual e impedir que essa situação continue progredindo no país.