Os efeitos da obesidade na saúde pública

Enviada em 13/09/2019

A série americana “My 600-lb Life”, é caracterizada por enfatizar as consequências advindas da má alimentação e, principalmente, ao acúmulo excessivo de gordura corporal das pessoas. Adentrando-se, especificamente, ao cotidiano de indivíduos morbidamente obesos e suas respectivas tentativas de reduzir o seu tributo para um nível consideravelmente saudável, com a ajuda de cirurgias bariátricas realizadas pelo cirurgião Younan Nowzaradan, de Houston, Texas. Congênere, o panorama social atual nada difere do contexto acima citado, tendo em vista que, a obesidade, no Brasil, traça uma realidade degradante e sintética, massificando o descuido e o desconhecimento de tal patologia crônica.

A priori, é imperioso salientar que, no Brasil, existem mais de vinte milhões de indivíduos obesos, correspondendo assim à população adulta onde; 12,5% dos homens e 16,9% das mulheres apresentam obesidade e cerca de 50% têm excesso de peso (sobrepeso). Logo, assemelhando-se à ideia de modernidade líquida de Zygmunt Bauman, ver-se, hoje, que o prazer imediato e o pouco cuidado com o futuro têm sido prioridade na vida do sujeito brasileiro, que, em todo o tempo, prefere o mais rápido – de certa forma, o mais saboroso – e, descarta o que pode, de fato, alimentá-lo. Por conseguinte, o excesso de peso pode, ainda, trazer prejuízos para as relações pessoais e profissionais, visto que, essas pessoas estão mais propensas à ter depressão ou ansiedade.

Outrossim, o acúmulo de gordura no organismo aumenta o risco de doenças como; hipertensão arterial, diabetes, apneia do sono e, infarto do miocárdio. De acordo com o Ministério da Saúde, o número de pessoas acima do peso no País já é maior do que a metade da população, atingindo 52% em 2015. Entretanto, o mais preocupante, são os frutos desse problema: além de desequilíbrios, o sobrepeso abre também, caminho para distúrbios alimentares, como a bulimia e anorexia. Contudo, alia-se isso ao aumento da renda populacional que, no Brasil, o poder de compra da classe média cresceu 71% entre 2005 e 2015, segundo pesquisa do Instituto Data Popular, verifica-se então, que é viável a adoção de medidas que trabalhem em cima destes aspectos.

Depreende-se, portanto, que a obesidade afeta diretamente a população brasileira e, sobretudo, a saúde pública no Brasil. Desse modo, urge que, o Ministério de Educação e Cultura (MEC) junto à Organização Mundial da Saúde (OMS), disponibilizem programas socioeducacionais - aulas, debates e palestras a cerca da reeducação alimentar -, por meio de verbas governamentais e assistência pedagógica, a fim de desenvolver um intelecto mental nos cidadãos à respeito da obesidade e seus malefícios. Assim, poderemos ir de encontro à teoria apregoada por Bauman e, reverter este cenário degradante apresentado em My 600-lb Life.