Os efeitos da obesidade na saúde pública

Enviada em 19/09/2019

Na obra “Utopia”, de Thomas More, o personagem Rafael Hitlodeo retrata uma comunidade ausente de problemáticas sociais. Entretanto, isso é inalcançável fora dos livros, haja vista os impasses cotidianos vividos pela população, como o uso excessivo de recursos do Sistema Único de Saúde (SUS) com a obesidade e doenças atreladas a ela. Dessa forma, é necessário obter subterfúgios a fim de resolver esse inercial obstáculo.

Em primeira análise, ressalta-se a precariedade da Saúde Pública no país. Tendo em vista que, segundo a OMS, mais de 10% dos brasileiros é obeso, o SUS, já colapsado, tem encontrado mais um empecilho para superar. Além da superlotação dos hospitais e da má distribuição de médicos pelas unidades, esse contingente congestiona ainda mais as filas dos postos de atendimento. Tais consultas, não raro, se dão por causas de sobrepeso, as quais poderiam ser evitadas, na maioria dos casos, com prévio acompanhamento nutricional.

Outrossim, deve-se atentar para as complicações gerdas por essa condição. Nesse âmbito, uma patologia comum é a diabétes, que não existe cura e pode levar a óbito caso não seja tratada. Hodiernamente, o Estado também é responsavel pelo fornecimento gratuito da Insulina -hormônio o qual o diabético deixa de produzir e necessita aplica-lo- sendo mais um gasto efetivo para um órgão governamental que enfrenta graves problemas. Assim, os efeitos da obesidade na saúde configuram um cenário caótico.

Dessa maneira, infere-se a existência de entraves para garantir uma nação melhor. Urge, portanto, a necessidade do Governo Federal destinar verbas ao Ministério da Educação, a fim de implementar nas escolas aulas de educação alimentar e também acompanhamento nutricional, por meio de profissionais especializados, com o fito de que desde a infância, a população tenha conhecimento acerca dos bons hábitos alimentares. Por fim, com essas ações tomadas, o Brasil se aproximaria um pouco mais ao modelo ideal da ilha de Utopia.