Os efeitos da obesidade na saúde pública

Enviada em 21/09/2019

Historicamente, pessoas acima do peso eram consideradas sinônimos de beleza e saúde, tornando-se objeto de apreciação artística em quadros e esculturas clássicas. Entretanto, atualmente o excesso de peso tornou-se um grave problema de saúde pública no Brasil, causador de doenças graves como diabetes, hipertensão e distúrbios cardiovasculares. Isso sintetiza a necessidade urgente do combate a essa problemática, visando conscientizar a população dos riscos e da necessidade do controle do peso.

A priori, segundo um matéria publicada no portal de notícias G1, mais de 57% da população brasileira está acima do peso, sendo que desses, 15% são obesos. Isso é consequência principalmente da alimentação irregular e da falta de atividades físicas, que convergem para quadros clínicos graves, gerando um gasto exorbitante para o SUS no tratamento de doenças causadas pela obesidade. Diante disso, fica claro que é preciso a educação alimentar da população, para que esses gastos com tratamentos sejam investidos na prevenção desse problema.

Outrossim, a correria do dia dia contribuiu significativamente para índices tão alarmantes da obesidade no Brasil. Devido a falta de tempo, muitas pessoas preferem estabelecimentos de comida rápida para fazer suas alimentações diárias, sem ter a devida noção dos riscos que esses alimentos trazem para sua saúde devido ao excesso de gorduras, carboidratos, açucares e sódio. Desse modo, fica evidente a necessidade do combate a essa alimentação tóxica, que gera sérias complicações a curto e médio prazo.

Nesse contexto, fica nítido a necessidade do combate efetivo a esse problema. Para isso, o Ministério da Saúde em conjunto com o Ministério da Educação e Ciência e Tecnologia, devem desenvolver um aplicativo para ser introduzido nas escolas, universidades e sociedade como um todo, com orientações alimentares, videos que alertem para os riscos da má alimentação e o sedentarismo,  e algumas opções de cardápios saudáveis desenvolvido por nutricionistas e exercícios físicos desenvolvidos por professores de educação física. Somado a isso, o Poder Legislativo deve criar leis que obriguem estabelecimentos de comida rápida a diminuírem o teor de gordura, sódio e açucares em seus alimentos e disponibilizar rótulos com alertas da quantidade de substâncias ingeridas em cada porção de refeição. Somente assim será possível reverter essa situação tão preocupante no Brasil.