Os efeitos da obesidade na saúde pública

Enviada em 28/09/2019

Sob a perspectiva histórica, o tabagismo, em 1950, era considerado inofensivo e os usuários não importavam-se com os riscos da utilização do cigarro para o organismo. Nessa óptica histórico-social, a reconstrução dessa circunstância, a qual os indivíduos adoecem pelo desconhecimento das consequências de suas práticas de consumo, sucede-se pela falta de educação alimentar aliada ao incentivo de exercícios físicos na sociedade brasileira. A partir disso, observa-se que políticas públicas educativas sobre a qualidade de vida são medidas mais prudentes frente à problemática.                            Nesse contexto, os biólogos Amabis e Martho, em sua obra “Fundamentos da biologia moderna”, concebem a obesidade como uma condição humana que deteriora-se em adversidades impactadoras da qualidade de vida. Por esse panorama, a ingestão elevada de alimentos industrializados aliada a carência de atividades físicas colabora para o excesso de peso, o qual degenera-se em doenças como pressão alta, pelo acúmulo de gordura nos vasos sanguíneos, e a diabetes tipo 2, causada pela elevação do açúcar no sangue. Dessa maneira, a educação alimentar e física desempenha um papel fundamental para o bem-estar humano e da sociedade, ao passo que ensina aos indivíduos a como alimentarem-se e cuidarem de seus corpos para a prevenção de doenças, as quais consomem o orçamento da saúde pública  demasiadamente.

Ademais, segundo o estudo do Ministério da Saúde, em 2016, o Sistema Único de Saúde gasta, anualmente, 488 milhões de reais com o tratamento de enfermidades associadas ao excesso de peso. Mediante a esse dado, nota-se um cenário análogo ao de 1950, em que cidadãos adquirem doenças pela falta de aparatos educativos sobre a nocividade de suas formas de consumo. Dessa forma, o gasto público exorbitante com doenças perigosas que poderiam ser evitadas por meio de mecanismos de educação social não é razoável.

Portanto, diante dos fatos supracitados, é dever do Estado agir no sentido de investir em métodos profiláticos dos efeitos da obesidade para garantir o bem-estar dos cidadãos e a contenção de gastos demasiados advindos dos tratamentos dessas enfermidades. Sendo assim, cabe ao Ministério da Saúde elaborar e executar um plano nacional contemplador de propagandas educativas nas mídias televisivas e digitais sobre bons hábitos alimentares, a construção de centros comunitários com aulas de esportes e acompanhamento de profissionais nutricionistas por meio de investimentos na Secretaria de Comunicação Social e na Secretaria de Saúde. Desse modo, tem-se o objetivo de mitigar os efeitos do peso excessivo no cotidiano dos cidadãos e na saúde pública.