Os efeitos da obesidade na saúde pública
Enviada em 28/09/2019
Obesidade é, por definição, o quadro de excesso de gordura no corpo, causado, sobretudo, pelo sedentarismo e pela má nutrição, aliados a fatores genéticos. No Brasil, essa é uma grave querela presente na contemporaneidade, a qual é prejudicial, na maioria das vezes, porque pode levar ao desenvolvimento de doenças cardiovasculares e hormonais, e ao preconceito ainda sofrido pelos portadores dessa situação clínica. Desse modo, é urgente que a problemática e seus efeitos sejam abordados amplamente, visto que se tratam de uma questão de saúde pública.
A princípio, com a Revolução Industrial (século XVIII), o Capitalismo ganhou espaço em diversas esferas da sociedade. Uma delas foi a indústria alimentícia, a qual vem em uma crescente comercialização de produtos ultraprocessados, juntamente com propagandas de “fast-food” que atingem, majoritariamente, as crianças. Devido a isso, desde cedo, indivíduos do século XXI, em vários países, ficam sujeitos a enfermidades como: hipertensão, colesterol elevado e diabetes, cujas gravidades aumentam ao serem somadas com a falta de exercícios. Dessa forma, são perceptíveis os impactos ocasionados por uma demasiada ingestão calórica atrelada a uma vida sedentária, bem como a necessidade de minorar tal configuração.
Outrossim, segundo o Ministério da Saúde, cerca de 18,6% dos brasileiros estão obesos. Dados de tal cunho são alarmantes, pois a discriminação sofrida por esses cidadãos na atual conjuntura da Nação pode originar, também, danos psicológicos. Infelizmente, muitos infantis e juvenis acima do peso ainda são vítimas de bullying, principalmente, no ambiente escolar, realidade que acaba causando transtornos como ansiedade e depressão – outras grandes mazelas da atualidade. Nessa perspectiva, é notório que, lamentavelmente, a contrariedade em questão, além de gerar problemas físicos, em razão da intolerância a essas “diferenças estéticas”, atinge, também, a saúde mental dos pacientes.
Destarte, é preciso que o Primeiro Setor, por meio do Ministério da Saúde (pasta responsável por oferecer condições para a promoção, proteção e recuperação do bem-estar da população), realize a criação de campanhas publicitárias, que estimulem uma alimentação saudável e a prática de esportes e/ou outros exercícios. Estas, mediante divulgação diária nas rádios, na televisão e nas redes sociais, aliadas a aulas de educação nutricional, no mínimo, uma vez por mês nas escolas, traria consideráveis benefícios aos habitantes da Pátria. Assim, posteriormente, o Brasil poderia reduzir seus índices de obesidade e, consequentemente, melhoraria, desde a infância, a qualidade de vida de todos.