Os efeitos da obesidade na saúde pública

Enviada em 01/10/2019

Segundo Platão, o importante não é viver, mas viver bem. Dessa forma, a qualidade de vida é de suma importância para o desenvolvimento, tanto dos indivíduos quanto da sociedade. Todavia, a situação dos cidadãos obesos mostra que tal ideal de saúde está longe de ser alcançado, devido à má alimentação que gera doenças crônicas. Nesse sentido, convém analisar as principais causas, consequências e possível solução para esse impasse.

De acordo com Zygmunt Bauman, filósofo polonês, o mal líquido instaurado na sociedade contemporânea acarreta fatores capazes de alterar a forma como nos relacionamos com o mundo, e, invariavelmente, com a comida. Destarte, a aceleração do ritmo de vida nas cidades implica na falta de tempo para preparar refeições balanceadas, dando espaço para alimentos industrializados e processados. Por essa razão, nota-se, cada vez mais, o aumento das redes de fast-food pelo Brasil, ao passo que os preços caem, tornando estes alimentos ainda mais acessíveis e, evidenciando, assim, a liquidez atual.

Ademais, dados recentes divulgados pelo Ministério da Saúde afirmam que a quantidade de pessoas obesas no país já ultrapassa os 50% da população. Esse sobrepeso, efetivamente, causa não somente diabetes ou hipertensão, mas também distúrbios psicológicos, como a bulimia, o que intensifica esse desafio da saúde pública, que, por sua vez, não possui a estrutura adequada para tratar estas pessoas. Perpetuando o problema.

É necessário, portanto, que medidas eficientes sejam adotadas para combater os efeitos da obesidade na sociedade. Para tanto, o Ministério da Saúde, aliado às escolas, deve fomentar discussões acerca dos benefícios de uma alimentação equilibrada, por meio de palestras e até da própria merenda, cujos principais ingredientes sejam orgânicos e frescos, promovendo uma reeducação alimentar, que poderá impactar também as famílias das crianças e toda a comunidade em torno. Assim, o ideal de Platão será realidade.