Os efeitos da obesidade na saúde pública
Enviada em 10/10/2019
A obesidade é uma doença crônica caracterizada principalmente pelo acúmulo excessivo de gordura corporal. Tal questão tem se tornado um problema de saúde pública devido aos números expressivos de casos, que trazem consigo além da própria obesidade, outras enfermidades com ligações diretas a essa condição corporal. No mundo, os efeitos desse mal tem se tornado palco de debates e discussões, uma vez que os indivíduos e a sociedade colhem os frutos do seu próprio comportamento.
Primordialmente, é preciso destacar que a obesidade e o sobrepeso podem ser resultados de fatores genéticos, mas o principal é o fator alimentar. Para manter o peso ideal é, sobretudo, preciso haver equilíbrio entre o que é ingerido e o que é gasto pelo organismo, não havendo qualquer controle sobre essa balança, ocorre o aumento de peso, que a longo prazo é significativo tanto para a pessoa, como para a sociedade. Sob essa óptica, a obesidade é considerada o terceiro maior ônus social mais caro do mundo, atrás apenas do fumo e da violência provocada entre guerras e pelo terrorismo, segundo José Graziano, diretor-geral da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO). Sob o aspecto econômico, segundo a FAO, a adiposidade custa à economia global mais de dois trilhões de dólares, quase 3% do PIB global. Logo, tal cenário representa uma ameaça a saúde pública e privada, dado o alto custo de tratamento somado ao número relevantes de casos.
Outrossim, é substancial sobrelevar que para a Organização Mundial de saúde a obesidade esta projetada para afetar, em 2025, cerca de 2,3 bilhões de pessoas com sobrepeso e 700 milhões com obesidade. Nesse aspecto, é preciso que ocorra destaque ao fato das doenças oriundas de tais enfermidades, como cálculo biliar, problemas respiratórios, câncer de rim, cálculo renal trombose e etc., afetam diretamente a qualidade de vida dos indivíduos e sequela também a sociedade. Com o número de pessoas obesas aumentando e junto com elas o crescente índice de doenças oriundas de tal quadro, a participação desses indivíduos fica comprometida, tanto em vida social, como também no campo do trabalho, uma vez que exigem um tratamento integral e significativo. Assim sendo, nota-se que as ramificações de tal questão são grandes e os frutos são colhidos individualmente e socialmente.
Fazem-se prementes, portanto, medidas que visem deslindar tal vicissitude social. Destarte, é necessário que os Governos - responsáveis por cuidar da sociedade - passem a tratar a obesidade como uma doença séria, dado os efeitos dela na sociedade. Essa questão necessita ser trabalhada em conjunto com toda sociedade, com ajuda da Organização das Nações Unidas, devem ser criados manuais de políticas públicas que adentre nos campos educacionais e legislativos, com o objetivo de combater tal questão, educando a alimentação e erradicando tal quadro a curto e longo prazo.