Os efeitos da obesidade na saúde pública
Enviada em 06/10/2019
Promulgada pela ONU em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos garante a todos os indivíduos o direito à saúde e ao bem estar social. No entanto, no cenário brasileiro atual, observa-se justamente o contrário com relação aos efeitos da obesidade na saúde publica. Nesse contexto, percebe-se a configuração de um grave problema de contornos específicos, em virtude dos hábitos alimentares, negligência estatal, e seus impactos sociais.
Em primeiro plano, é preciso se atentar com relação à dificuldade financeira como uma das principais causas que reduz o direito a uma alimentação equilibrada, presente na questão. Nessa perspectiva, a máxima de Martin Luther de que “a injustiça num lugar qualquer é uma ameaça à justiça em todo lugar”, cabe perfeitamente. Desse modo, tem-se como consequência a generalização da injustiça e a prevalência da insegurança coletiva, no que tange a privação dos meios necessários para a subsistência da pessoa e de sua família, e deter o crescimento da obesidade na população, impedindo caminhos que levam à solução do problema.
Além disso, a negligência estatal corrobora para o elevado índice de depressão, ansiedade e com isso gera eleitos negativos com relação à saúde publica, encontra terra fértil no individualismo, e na falta de empatia. Na obra “Modernidade Líquida”, Zygmunt Bauman defende que a pós - modernidade é fortemente influenciada pelo individualismo. Visto que, há como consequência à falta de empatia, pois para se colocar no lugar do outro, é preciso deixar de olhar apenas para si. Essa liquidez que influi o elevado índice de pessoas com obesidade, devido aos fatores psicológicos, a discriminação e a falta de ajuda, o que funciona como um forte empecilho para a sua resolução.
Logo, medidas estratégicas são necessárias para alterar essa problemática. Para que isso ocorra, o MEC juntamente com o Ministério da Saúde e o ministério da economia deve ministrar palestras em escolas, para alunos nas instituições, e também para a comunidade, por meio de entrevistas com vítimas do problema bem como especialistas no assunto. Tais palestras devem ser webs conferenciadas nas redes sociais dos ministérios, com o objetivo de trazer mais lucidez sobre os impactos e consequências negativas que surgirão para a própria vida, o aumento de gastos públicos e a sobrecarga aos hospitais com a superlotação, e assim atingir um público maior com estratégias de prevenção e ajuda as pessoas afetadas. Por fim, é preciso que a comunidade brasileira olhe de forma mais otimista para a diferença, pois constatou Hannah Arendt “A pluralidade é a lei da Terra”.