Os efeitos da obesidade na saúde pública
Enviada em 06/10/2019
Desde o Iluminismo, entende-se que uma sociedade só progride quando um se mobiliza com o problema do outro. No entanto, quando se observa a obesidade, no Brasil, atualmente, verifica-se que esse ideal iluminista é constatado na teoria e não desejavelmente na prática e a problemática persiste interiormente à realidade do país, seja pela industrialização e o capitalismo, seja pelos maus hábitos alimentares dos indivíduos. Nesse sentido, convém analisarmos as principais consequências de tal postura negligente para a sociedade.
A princípio, vale ressaltar que a questão constitucional e a sua aplicação estejam entre as causas do problema. Segundo o filósofo grego Aristóteles, a política deve ser utilizada de modo que, por meio da justiça, o equilíbrio seja alcançado na sociedade. De maneira análoga, é possível perceber que, no Brasil, o crescimento do capitalismo rompe essa harmonia. Tendo em vista que, o ato básico de se fazer a própria comida se perdeu com a industrialização, e com essa modernidade, percebe-se que, a publicidade vende uma ideia de que nunca mais é necessário cozinhar. Conclui-se então, que existe uma maior preocupação com o capitalismo e menos com a saúde da população.
Outrossim, destaca-se a má rotina alimentar como a impulsionadora do problema. De acordo com Michael Pollan, “Cozinhar é o que nos faz humanos”. Seguindo essa linha de pensamento, observa-se que, com a vida corrida que as pessoas levam hoje, falta tempo para que isso seja realizado, o que gera o consumo de alimentos ultra processados presentes nas prateleiras dos supermercados e o afastamento dos elementos naturais como a água, ar, fogo e terra que se adquiri contato ao cozinhar. Por conseguinte, o consumo de alimentos industrializados gera grandes riscos à saúde, como por exemplo, a hipertensão, diabetes, inflamações, além de prejudicar o sono.
É evidente, portanto, que ainda há entraves para garantir a solidificação de políticas que visem a construção de um mundo melhor. Assim sendo, o Governo, por meio do Ministério da saúde em conjunto com o Ministério da Educação deve criar campanhas e palestras em escolas e comunidades, voltadas para a população, a fim de que tenham a informação dos graves riscos de saúde que correm ao ingerir certos alimentos e orientá-los a como construir e se fazer uma reeducação alimentar através de uma dieta saudável e com um custo acessível. Como já dito pelo pedagogo Paulo Freire: “A educação transforma as pessoas, e essas transformam o mundo.”