Os efeitos da obesidade na saúde pública

Enviada em 10/10/2019

Pesada dívida com a saúde.

A Revolução Verde, política de ampliação da produção agrícola na década de 1950, com o intuito de diminuir focos de insatisfação para com a fome, desenvolveu adubos químicos, sementes modificadas, irrigação artificial, mecanização e a utilização massiva de agrotóxicos. Consequentemente à isso, houve uma maior produtividade de grãos e, embora a artificializarão alimentar seja prejudicial em muitos casos, disponibilizou maiores quantidades de alimento a população. Nessa perspectiva, transformou-se, também, a relação diária a comida, envolvida em um mundo sintético e fugaz, fato que contribui para o descuido da saúde e o desenvolvimento de transtornos alimentares.

A priori, é imprescindível destacar que os efeitos da obesidade, mediante o consumo de alimentos altamente calóricos, industrializados e com baixo valor nutricional, acarreta numa menor qualidade de vida. Isso porque, o sobrepeso dificulta as práticas de exercício físico, a locomoção e aprimora o aparecimento de doenças como hipertensão arterial e problemas cardiorrespiratórios. Segundo o Ministério da Saúde, 53% dos brasileiros estão com excesso de peso.

Diante disso, a nota-se que a maioria da população sofre com as consequências preocupantes da obesidade, e, devida a conexão desse quadro com a rotina alimentar deficitária em nutrientes e extremamente gordurosa, necessita-se transformar o comportamento do indivíduo para com o alimento consumido.

Ademais, além da má excesso de peso relacionar-se com problemas físicos, é imperioso destacar que a obesidade afeta também a saúde emocional e psíquica. Isso se torna mais claro, por exemplo, ao se observar o desequilíbrio hormonal causado pelo sobrepeso e a consequente disfunção corporal. Esse quadro, contudo, acrescido à cobrança social para a figuração de um corpo esbelto, proporciona o aparecimento da depressão, da ansiedade e da atitude compulsória, acirrando ainda mais os efeitos negativos dessa problemática.

Depreende-se, portanto, a necessidade de se combater a obesidade no Brasil. Para tanto, cabe ao Ministério da Saúde desenvolver centros sociais para o combate à obesidade por meio do diálogo, acompanhamento médico e suporte emocional. Dessa forma, com uma equipe multifuncional especializada, a qual atenda de forma gratuita a população, será possível não só tratar a obesidade quanto prevenir casos e, além disso, por meio de palestras e aulas educativas sobre o cuidado com o próprio corpo e alimentação balanceada, os indivíduos estarão mais aptos a viver de forma saudável. Quiçá, nessa conjuntura, o peso para com o bem-estar funcional reverter-se-á em autopreservação.